PORANGATU — A Secretaria Municipal de Saúde abriu uma sindicância para apurar o atendimento prestado a Adriana Inácio Silva, de 43 anos, e a sequência de acontecimentos que terminou com a morte da gestante e dos dois bebês. O segundo recém-nascido morreu depois de permanecer internado em estado grave na UTI Neonatal do Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano (HCN).
A Prefeitura informou que cobrou do Instituto Alcance, organização social responsável pela gestão do Hospital Municipal de Porangatu, documentos, registros e esclarecimentos sobre o caso. A apuração conta com acompanhamento técnico da Secretaria de Saúde e atuação das autoridades responsáveis. Eventuais medidas serão definidas após a conclusão da investigação e a identificação de responsabilidades.
Atendimento e transferência
Adriana estava grávida de gêmeos e foi atendida inicialmente no Hospital Municipal. Familiares afirmam que ela permaneceu internada durante três dias por suspeita de infecção urinária, mas recebeu alta sem apresentar melhora. A filha Jéssica Karolayne relatou que a mãe voltou para casa e, às 1h50 da manhã, deixou de sentir os bebês.
Na terça-feira, 8, Adriana retornou à unidade depois de perceber que não sentia mais os movimentos dos gêmeos. Com o agravamento do quadro, foi transferida para o HCN. Segundo informações do hospital, ela chegou em estado grave, com forte suspeita de morte de um dos fetos.
A equipe realizou uma cesariana de emergência. Um dos bebês foi retirado sem vida, enquanto o outro nasceu vivo, mas precisou ser levado para a UTI Neonatal. Adriana permaneceu hospitalizada e morreu na quinta-feira, 10, dois dias depois da transferência. Conforme a família, ela apresentou síndrome de HELLP, complicação associada à pré-eclâmpsia.
A causa da morte do bebê que nasceu vivo ainda não foi detalhada. O Instituto Alcance foi procurado para explicar os atendimentos, a alta concedida e os questionamentos da família, mas não respondeu até o fechamento. O espaço permanece aberto para manifestação.
“Diante da gravidade dos fatos, a Secretaria de Saúde está cobrando rigorosamente do Instituto Alcance, responsável pela gestão do Hospital Municipal, todos os esclarecimentos, registros e documentos necessários para a apuração”, informou a pasta.








