APARECIDA DE GOIÂNIA — O estado avançado de decomposição da ossada encontrada em uma região de mata dificulta a definição da causa da morte de Jefferson de Oliveira. A Polícia Científica de Goiás informou que os procedimentos periciais continuam e que os restos mortais ainda não serão liberados.
Jefferson, que era ilustrador, estava desaparecido desde 25 de julho, após sofrer um acidente de carro. A identificação foi confirmada nesta quinta-feira, 17, com base em exames antropológicos realizados pela Seção de Antropologia Forense e Odontologia Legal (SAFOL), do Instituto Médico Legal (IML) de Goiânia.
Perícia continua
De acordo com o perito criminal Deny Bruce, serão feitos exames complementares, incluindo tomografia e análises de imagem. A equipe também vai avaliar a arcada dentária e a documentação entregue pela família.
A deterioração dos tecidos moles impede uma análise semelhante à que seria feita em órgãos como fígado e baço. Esses órgãos poderiam revelar lesões ou hemorragias internas, mas sinais desse tipo podem desaparecer durante a decomposição. Por isso, nem sempre é possível concluir se houve hemorragia.
O esqueleto ainda pode fornecer informações sobre possíveis fraturas ou outras lesões ósseas. A liberação dos restos mortais dependerá da conclusão dos exames necessários para determinar o que provocou a morte.






