O Instituto de Assistência à Saúde e Social dos Servidores Municipais (Imas), de Goiânia, aguarda uma decisão do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) para assinar o contrato com a empresa escolhida para apoiar a gestão do plano de saúde dos servidores municipais. A contratação foi autorizada pelo Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás (TCM-GO), mas segue suspensa por uma liminar em tramitação no TJGO.
A vencedora da licitação é a Total Assistência Médica Hospitalar LTDA. O Imas já protocolou no tribunal um pedido para suspender a liminar. A presidente do instituto, Gardene Fernandes Moreira, disse que espera uma decisão nos próximos dias: “A gente está na expectativa da liberação do TJ”.
Atendimento e auditoria médica
A empresa deverá atuar em áreas operacionais do instituto, incluindo o recadastramento dos usuários e a auditoria médica. Segundo Gardene, o Imas enfrenta um déficit de médicos auditores e atualmente não conta com call center nem linhas de atendimento remoto. Com isso, os servidores precisam ir até a sede para resolver demandas.
A presidente afirmou que a contratação e a mudança na estrutura do instituto são processos diferentes. Primeiro, o contrato precisa ser liberado pelo TJGO e assinado. Depois, o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, deverá enviar à Câmara Municipal um projeto de lei para alterar a estrutura do Imas.
A licitação foi realizada no final de 2025 e passou por etapas como a prova de conceito. A proposta final ficou em R$ 10,6 milhões, abaixo dos R$ 12,3 milhões estimados inicialmente. Com a decisão do TJGO, o processo avançará para a assinatura e o início do projeto de modernização e reestruturação.
Sandro Mabel afirma que o instituto corre risco de encerrar as atividades caso a contratação não seja autorizada. O prefeito também sustenta que o Imas acumula um passivo estimado em R$ 226 milhões e que a administração direta não tem estrutura nem equipe técnica para gerenciar o plano sem o apoio de uma empresa especializada.
O Imas atende aproximadamente 70 mil servidores municipais e dependentes.







