Poços de Caldas, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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Agência encontrou nas redes de Flávio influenciador para defender o Master
Foto: Daniel Ramalho/AFP;Divulgação
Brasil

PF investiga tentativa de contratar influenciadores para defender o Banco Master

Mensagens e depoimentos apontam proposta a perfis de direita para questionar a liquidação do banco pelo Banco Central.

Uma agência mapeou as redes de Flávio Bolsonaro (PL) para localizar influenciadores de direita que pudessem defender o Banco Master nas redes sociais, segundo documentos da investigação da Polícia Federal. A proposta incluía questionar a liquidação do banco pelo Banco Central e defender uma intervenção do Tribunal de Contas da União (TCU).

O caso aparece em mensagens preservadas em ata notarial e no depoimento de Rony de Assis Gabriel, vereador de Erechim (RS), candidato a deputado federal pelo Podemos e influenciador de direita. A empresa identificada no acordo de confidencialidade enviado ao assessor do vereador é a UNLTD Network Brazil Ltda. O documento chamava a iniciativa de Projeto DV, e o contato foi feito por André Silva Salvador, que assinou o acordo em nome da agência.

Em 20 de dezembro de 2025, Salvador afirmou que havia encontrado o perfil de Rony durante um monitoramento das redes de Flávio Bolsonaro. Depois, disse que a proposta tratava de gerenciamento de reputação e gestão de crise para um executivo de grande porte. Segundo a conversa registrada em cartório, a agência buscava perfis para participar de uma disputa política contra o sistema.

Rony relatou à PF que Salvador revelou, durante uma reunião, que o cliente seria Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. O banco foi liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025. O assessor do vereador assinou o acordo de confidencialidade, mas Rony disse ter recusado a proposta antes de negociar valores ou assinar um contrato de prestação de serviços.

Propostas e perfis monitorados

O vereador afirmou ter mais de dois milhões de seguidores no Instagram e aproximadamente 100 milhões de visualizações mensais em conteúdos políticos. Segundo ele, seu perfil pode ter sido localizado porque costumava comentar nas redes de Flávio Bolsonaro. A proposta previa uma possível remuneração milionária, mas o valor não chegou a ser discutido. O acordo teria estabelecido multa de R$ 800 mil.

Entre os exemplos de publicações apresentados pela agência estavam conteúdos de Paulo Cardoso, do Cardoso Mundo; Marcelo Rennó; André Janeiro Dias; Carol Dias; e da página Alfinetei. Rony afirmou que havia um roteiro, mas que cada influenciador poderia adaptar a mensagem ao próprio estilo. Após tomar conhecimento de notícias sobre movimentações no TCU relacionadas ao caso, ele recusou o Projeto DV e procurou as autoridades.

A jornalista e influenciadora Juliana Moreira Leite também contou à PF que recebeu, por Instagram e WhatsApp, uma proposta de contrato de três meses feita por Júnior Favoreto. O interlocutor disse que ela poderia definir o próprio preço, mencionou a necessidade de um acordo de confidencialidade e enviou um conteúdo que questionava a liquidação do Banco Master.

Juliana afirmou que não estava disponível para publicar sobre o banco. Favoreto encerrou a conversa sem confirmar quem seria o cliente. Por isso, ela disse à PF que não poderia apontar a origem da proposta. A jornalista também relatou ter percebido publicações semelhantes feitas por outros influenciadores de direita.

A PF identificou 22 perfis no Instagram com conteúdos publicados em períodos próximos e questionando a atuação do Banco Central no caso. O levantamento relacionou os perfis Rainha Matos, Paulo Cardoso, Tuitteiros, Carol Dias, Exclusivas da Fama, Marcelo Rennó, Fofocas, Luiz Bacci, André Janeiro Dias, Alfinetada, Garoto do Blog, Fofoquei, Wes Gossip, Focalizando Notícias, Tricotei, Diferentona, Bomba dos Artistas, Alfinetei, Futrikei, Vem Me Buscar Hebe, Queirônica e Alfinetada Online.

O relatório associou oito desses perfis à Deubuzz: Exclusivas da Fama, Rainha Matos, Fofocas, Fofoquei, Wes Gossip, Vem Me Buscar Hebe, Tuitteiros e Diferentona. Outros quatro foram ligados ao Grupo Farol: Futrikei, Tricotei, Alfinetada e Diferentona. Este último aparece relacionado aos dois grupos.

O mapeamento indica proximidade no período de publicação e semelhança entre os conteúdos, mas não comprova que todos os perfis tenham sido procurados, contratados ou pagos por uma agência.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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