O coronel Edson Raiado, candidato a deputado estadual por Goiás pelo PSD, defende que o uso de câmeras corporais não fique limitado aos policiais. Na visão dele, vereadores, deputados, governadores, ministros do Supremo Tribunal Federal e outros agentes públicos também deveriam ser submetidos ao mesmo tipo de fiscalização.
Raiado afirma que o debate precisa considerar transparência, responsabilidade e igualdade entre autoridades que tomam decisões em nome da população. “Se nós estamos falando de fiscalização, de transparência e de responsabilidade do agente público, isso precisa valer para todos”, declarou.
Tecnologia na segurança
O candidato reconhece que as câmeras podem registrar ocorrências, auxiliar na fiscalização do trabalho policial e proteger os próprios agentes durante as ações. Para ele, o equipamento deve fazer parte de uma política mais ampla de transparência, sem que o controle fique concentrado apenas nas forças que atuam diretamente nas ruas.
Além das câmeras, Raiado defende o uso de bancos de dados, sistemas de inteligência e ferramentas de inteligência artificial. Segundo ele, o acesso a mais informações pode aumentar a capacidade de prevenção, facilitar a identificação de criminosos e diminuir a necessidade de confrontos.
Na avaliação do coronel, a tecnologia não substitui o policial. Ela oferece recursos para que as equipes trabalhem com mais informação e capacidade operacional. “A tecnologia é um aliado do policial”, resumiu.
Estratégias diferentes em cada estado
Ao falar sobre a crise de segurança pública no Brasil, Raiado citou Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás e candidato a presidente da República, como uma liderança preparada para conduzir uma discussão nacional sobre o tema. Ele associou essa avaliação à experiência política e administrativa de Caiado e à atuação dele na área de segurança em Goiás.
Raiado também defende que a política nacional não seja aplicada de forma idêntica em todo o país. Para ele, os estados têm características e necessidades próprias, e os governadores devem manter autonomia para definir estratégias de enfrentamento à criminalidade. O candidato afirma que uma medida que funciona em Goiás pode não produzir o mesmo resultado no Rio de Janeiro, em São Paulo ou em outro estado.
Sistema penal e Supremo
Na discussão sobre a PEC da Segurança Pública, Raiado defende mudanças no sistema de segurança e na Justiça criminal. Ele questiona o que considera excesso de garantias aos criminosos e pede debate sobre a execução das penas e o funcionamento do sistema de Justiça.
O candidato também afirma que a legislação precisa dar mais respaldo às forças de segurança. Na avaliação dele, a prisão perde efeito quando o criminoso volta às ruas pouco tempo depois.
Raiado critica ainda a atuação do Supremo Tribunal Federal em temas relacionados à segurança pública e sustenta que o Congresso Nacional deveria discutir os limites e os mecanismos de controle dos Poderes. Ele faz críticas específicas ao ministro Alexandre de Moraes e afirma que o magistrado deveria ser afastado.
Atuação na Assembleia
Mesmo tratando de questões nacionais, Raiado diz que a segurança pública será sua principal bandeira caso chegue à Assembleia Legislativa de Goiás. Ele apresenta a candidatura como uma continuidade de sua trajetória na Polícia Militar e em outras áreas da segurança pública.
O coronel afirma que pretende levar essa experiência para o Legislativo, defender a população e discutir condições para que o estado enfrente a criminalidade. Para ele, a entrada na política representa outra forma de continuar o trabalho de proteção da sociedade.







