A Usina Hidrelétrica São Simão poderá ampliar sua capacidade instalada de 1.710 MW para aproximadamente 2.020 MW com a construção da Unidade Geradora 7 (UG7). A nova máquina terá 310 MW e tem previsão de iniciar a operação comercial em 2030.
O projeto foi habilitado no Leilão de Reserva de Capacidade de 2026. A SPIC Brasil estima investir aproximadamente R$ 1,4 bilhão na expansão, que será executada por um consórcio formado pela Dongfang Electric Corporation e pela China Gezhouba Group Corporation (CGGC).
A Dongfang ficará responsável pela engenharia, pela supervisão técnica e pelo fornecimento da turbina Francis e do gerador. A CGGC fará a montagem dos equipamentos. A nova unidade será incorporada ao complexo existente, aproveitando estruturas da hidrelétrica.
Modernização das unidades atuais
Enquanto prepara a UG7, a SPIC Brasil conduz a renovação das seis máquinas já instaladas. A Unidade Geradora 3 (UG3) foi modernizada em 10,3 meses, abaixo do prazo de 12 meses estabelecido pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Com essa entrega, três das seis unidades passaram pelas intervenções.
A próxima etapa será realizada na Unidade Geradora 1 (UG1), que será retirada temporariamente de operação. O programa prevê investimentos superiores a R$ 1,2 bilhão ao longo de dez anos e tem como meta concluir a modernização de todas as máquinas até 2029.
Segundo a SPIC Brasil, a intervenção deve aumentar a eficiência, a confiabilidade e a segurança dos equipamentos, além de prolongar a operação da hidrelétrica por mais 30 anos. Atualmente, a usina tem capacidade suficiente para atender ao equivalente a aproximadamente 6 milhões de residências.
Equipamentos e sistemas digitais
A desmontagem da UG3 levou aproximadamente três meses e envolveu estruturas de até 410 toneladas. Também foi movimentado um portão de vagão com 12 metros de altura.
O serviço é realizado por um consórcio liderado pela GE Vernova, com participação da Powerchina. O escopo inclui novos transformadores, a reforma das pontes rolantes e a substituição da arquitetura analógica por um sistema totalmente digital.
Adriana Waltrick, CEO da SPIC Brasil, afirmou que o conhecimento acumulado nas etapas anteriores contribuiu para a redução dos prazos. “As lições aprendidas durante as modernizações das unidades geradoras anteriores nos permitiram aplicar na prática a melhoria contínua”, disse.
Modernização e expansão são projetos com contratos e cronogramas distintos, mas envolvem cerca de R$ 2,6 bilhões. A renovação das unidades atuais deve terminar em 2029, enquanto a sétima máquina está prevista para entrar em funcionamento no ano seguinte. A energia adicional será incorporada ao Sistema Interligado Nacional (SIN).







