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Wilder Morais só adotou discurso bolsonarista após mudar de estratégia política
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Wilder Morais só adotou discurso bolsonarista após mudar de estratégia política

Senador de Goiás se aproximou de Flávio Bolsonaro na reta final, após campanhas anteriores sem vínculo com o então presidente Jair Bolsonaro.

A aproximação de Wilder Morais com o bolsonarismo ganhou força apenas na reta final da campanha para o governo de Goiás. A menos de um mês do primeiro turno, o senador passou a associar sua imagem à de Flávio Bolsonaro, candidato ao Palácio do Planalto e defensor do legado do pai, Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar.

A estratégia contrasta com os 20 dias de campanha já cumpridos. Nesse período, Wilder participou de sabatinas, visitou entidades de maneira esporádica e esteve em lançamentos de candidaturas ao Legislativo. Também passou a se apresentar como defensor da trajetória de Iris Rezende, histórico líder do MDB. A filha de Iris integra a chapa majoritária do PL.

No debate da PUC TV, realizado em 30 de agosto, o senador adotou uma postura diferente da esperada de um candidato alinhado ao chamado bolsonarismo raiz. Em vez de concentrar os ataques em Luís César Bueno, candidato do PT, Wilder trocou intervenções com Marconi Perillo, ex-governador, antigo chefe e também candidato ao governo. Lula foi defendido por horas no debate sem ser diretamente confrontado, conforme a avaliação registrada sobre o encontro.

A trajetória política ajuda a explicar a mudança de posicionamento. Empresário, Wilder iniciou sua carreira em 2010, quando foi escolhido suplente de Demóstenes Torres, que disputava a reeleição ao Senado. Em 2011, assumiu a Secretaria de Infraestrutura no governo de Marconi Perillo.

O salto ocorreu em 2012, depois que a Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, revelou uma ligação entre Demóstenes e o contraventor Carlinhos Cachoeira. Com a cassação de Demóstenes, Wilder assumiu um mandato quase inteiro no Senado.

Em 2018, ano da eleição de Jair Bolsonaro à Presidência da República, Wilder tentou continuar no Senado, mas perdeu. Naquele momento, não era identificado como bolsonarista. Dois anos depois, em 2020, concorreu a vice-prefeito de Goiânia na chapa de Vanderlan Cardoso, hoje candidato à reeleição para o Senado, novamente sem proximidade com o então presidente.

A adesão veio em 2022, quando Wilder buscou preservar a carreira política em Goiás. Sem uma alternativa competitiva, aproximou-se do grupo liderado no estado por Gustavo Gayer e Major Vitor Hugo. A mudança teve efeito eleitoral: ele foi eleito senador.

Agora, a candidatura ao governo depende de uma aliança mais explícita com o bolsonarismo e da expectativa de chegar ao Palácio das Esmeraldas. O movimento ocorre depois de campanhas em que essa identidade política não esteve no centro de sua atuação.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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