O Banco Central do México manteve a taxa básica de juros em 6,5% ao ano. A decisão foi unânime e dá continuidade ao ciclo de pausa iniciado depois de maio. O Banxico informou que o núcleo da inflação continuou recuando desde a última reunião.
A autoridade monetária avalia que a economia pode ter desacelerado no terceiro trimestre de 2026 e projeta um cenário de ociosidade durante o horizonte de previsão. No comunicado, afirmou que “os riscos de queda para a atividade econômica persistem”.
Inflação e cenário externo
A inflação avançou entre a primeira quinzena de julho e a primeira quinzena de setembro, mas o núcleo continuou arrefecendo. As projeções para a inflação no fim deste ano foram reduzidas, enquanto as expectativas de longo prazo permaneceram estáveis, em níveis acima da meta.
Para o Banxico, os riscos à trajetória dos preços seguem concentrados em uma possível alta ao longo do horizonte de previsão. Entre os fatores de incerteza estão as mudanças na política econômica do governo americano e a possibilidade de prolongamento de conflitos geopolíticos. “Seus efeitos podem levar a pressões inflacionárias em ambos os lados”, afirmou a autoridade monetária.
O banco disse que continuará avaliando as decisões a cada reunião, levando em conta a continuidade do processo de desinflação. Também reafirmou o compromisso com seu mandato principal e com a consolidação de um ambiente de inflação baixa e estável.







