NOVA IORQUE — O Biolab começará o desenvolvimento e o registro no Brasil do baloxavir marboxil, antiviral oral da Roche vendido com o nome Xofluza. A autorização foi concedida por meio de uma sublicença ligada a um acordo entre a farmacêutica suíça e o Pool de Patentes de Medicamentos (MPP), grupo de saúde pública apoiado pelas Nações Unidas (ONU).
O medicamento é administrado em dose única e tem recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o tratamento da gripe, incluindo a profilaxia depois da exposição ao vírus. O Biolab também ficará responsável por fabricar e fornecer o produto no país.
Licença para países de baixa e média renda
O acordo de licenciamento voluntário firmado entre o MPP e a Roche prevê a ampliação do acesso ao antiviral em 129 países de baixa e média renda. O laboratório brasileiro está entre os selecionados para produzir e disponibilizar o remédio nesses mercados, conforme a licença recebida.
O anúncio ocorreu nesta terça-feira (24), em um evento paralelo à Assembleia Geral da ONU dedicado à preparação para o enfrentamento de pandemias, em Nova Iorque, nos Estados Unidos.
O modelo de licenciamento coordenado pelo MPP ganhou relevância durante a pandemia de Covid-19, período em que foi necessário ampliar rapidamente a produção de antivirais. Desde então, a iniciativa passou a ser considerada um instrumento para antecipar o acesso a tratamentos em diferentes países.
“Pandemias não marcam hora para acontecer e não podem esperar por negociações prolongadas”, disse Fábio Amorosino, presidente do Biolab, em nota. Segundo ele, a empresa está preparada para atuar no Brasil e na região.
O Biolab tem atuação principalmente em cardiologia no Brasil e também trabalha nas áreas de ginecologia, dermatologia, pediatria, sistema nervoso central, angiologia e ortopedia. A farmacêutica mantém ainda negócios no Canadá por meio da subsidiária Exzell Pharma.







