As bolsas asiáticas recuaram na segunda-feira (14), pressionadas por uma onda de vendas de ações de tecnologia. O movimento ganhou força após pedidos para que o desenvolvimento da inteligência artificial avance em ritmo mais cauteloso, diante de preocupações com segurança. A OpenAI também adiou seus planos de abrir capital.
O Nikkei, principal índice da Bolsa de Valores de Tóquio, chegou a perder mais de 1.200 pontos, ou 2%, e ficou abaixo dos 63 mil pontos durante o pregão. Na Coreia do Sul, o Kospi caiu mais de 3%. Em Taiwan, o Taiex recuou quase 2%.
Entre as empresas mais afetadas esteve o SoftBank Group, do Japão. As ações do conglomerado despencaram 13%, maior queda intradiária desde o fim de junho e o recuo percentual mais acentuado entre as 225 companhias do Nikkei.
O SoftBank se comprometeu a investir mais de US$ 64 bilhões para comprar uma participação de cerca de 13% na OpenAI, empresa americana criadora do ChatGPT. O fundador do grupo, Masayoshi Son, também ampliou os investimentos em diferentes áreas da cadeia de suprimentos de inteligência artificial. Neste ano, a estratégia levou a várias emissões de títulos para investidores de varejo.
OpenAI adia abertura de capital
A possibilidade de a OpenAI chegar ao mercado acionário perdeu força. Em entrevista publicada no sábado (12), o CEO Sam Altman afirmou que a empresa não abrirá capital em 2026 por causa de “tudo o que está acontecendo com a segurança”. No início do ano, havia expectativa de uma oferta nos Estados Unidos até setembro, com avaliação de US$ 1 trilhão ou mais.
A Fitch Ratings avaliou, em relatório divulgado na sexta-feira (11), que um possível IPO poderia melhorar o perfil de financiamento e a qualidade de crédito do SoftBank. A agência destacou o peso da startup de inteligência artificial na carteira do grupo japonês.
O CEO da Anthropic, Dario Amodei, defendeu no fim de semana mais cautela no avanço da tecnologia, para que as medidas de segurança acompanhem o desenvolvimento.
Os mercados também foram influenciados pela alta do petróleo, em meio ao conflito no Oriente Médio. O Brent era negociado a US$ 108 por barril, com valorização superior a 3%. O WTI se aproximava da máxima de quatro meses, de US$ 104 por barril, e subia mais de 3%.







