O Banco de Brasília (BRB) continua pagando multas pelo atraso na divulgação do balanço financeiro de 2025. Os resultados estavam previstos para sair em 31 de março deste ano, mas ainda não foram publicados, informou o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.
A instituição está sujeita a duas penalidades diárias. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aplica uma multa de cerca de R$ 1 mil, enquanto o Banco Central cobra R$ 50 mil pelo mesmo atraso.
“Sim, seguem todas as regras que prevê a governança para casos como esse”, afirmou Galípolo ao ser questionado sobre a continuidade dos pagamentos. A declaração ocorreu durante uma entrevista coletiva sobre o Relatório de Política Monetária do terceiro trimestre.
Relação com o Banco Master
O BRB ganhou posição central na crise do Banco Master depois de adquirir, entre 2024 e 2025, R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito da instituição. Esses ativos passaram a ser investigados pela Polícia Federal (PF) sob suspeitas de fraude.
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), afirmou que a divulgação do balanço ainda não ocorreu porque ela e a administração do banco buscam um acordo financeiro. Em uma sabatina, ela disse que a decisão não foi motivada pela intenção de evitar a publicação, mas pela avaliação de que seria melhor divulgá-la depois por causa do empréstimo.
“Eu pago multas por não publicar o balanço”, acrescentou a governadora.
O Ministério da Fazenda declarou que, em caso de quebra do BRB, o impacto para o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) seria de aproximadamente R$ 17 bilhões. O banco também perdeu 791,9 mil clientes bancários em nove meses, uma queda de 8,1% entre o terceiro trimestre de 2025 e o segundo trimestre de 2026.







