A escalada do conflito no Golfo Pérsico elevou os contratos futuros de petróleo ao maior nível desde junho nesta terça-feira (8). O movimento ocorreu em meio a ameaças do Irã e a ataques no sul da Arábia Saudita, com impactos sobre a rede petrolífera e preocupação com o fornecimento de energia.
O Brent para entrega em dezembro avançou 0,95% e terminou a sessão cotado a US$ 97,92 por barril na ICE. Já o WTI com vencimento em outubro subiu 0,57%, para US$ 93,03 por barril, na Nymex.
Os houthis do Iêmen atacaram quatro cidades no sul da Arábia Saudita e deixaram mais de 70 pessoas feridas. As ofensivas também provocaram incêndios em instalações petrolíferas. A expansão da área de combate pode pressionar o mercado de energia, especialmente se o bloqueio do Estreito de Ormuz for seguido por interrupções mais amplas no abastecimento.
O Irã ameaçou embarcações que naveguem próximas a Omã e afirmou que atacaria interesses americanos na região caso navios petroleiros iranianos sejam atingidos.
Projeções para os próximos anos
Diante da escalada, o Bank of America revisou para cima as estimativas para o preço do petróleo. Para este ano, o banco projeta médias de US$ 85 para o Brent e US$ 81 para o WTI, ambos US$ 3 acima da previsão anterior.
Para 2027, as médias esperadas são de US$ 75 para o Brent e US$ 71 para o WTI. Em junho, as projeções eram de US$ 70 e US$ 66, respectivamente.
A revisão considera uma normalização gradual dos fluxos pelo Estreito de Ormuz, novas rotas usadas pelos produtores do Golfo e uma resolução da guerra antes do fim do ano. Caso os confrontos continuem até o final do ano, o Brent poderá ser negociado entre US$ 95 e US$ 120 por barril, segundo o BofA.







