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Cerâmicas mineiras projetam alta de até 10% em 2026
Câmbio e custos

Cerâmicas mineiras projetam alta de até 10% em 2026

Setor melhora, mas juros altos, endividamento das famílias e capacidade ociosa limitam a recuperação em Minas Gerais.

O setor de cerâmicas para construção e olaria de Minas Gerais deve fechar 2026 com crescimento entre 5% e 10% na comparação com o ano passado. A estimativa é de Ralph Perrupato, presidente do Sindicato das Indústrias da Cerâmica para Construção e Olaria no Estado de Minas Gerais (Sindicer-MG).

Apesar da previsão de alta, as indústrias ainda operam com capacidade ociosa, e o resultado permanece abaixo do potencial do segmento. O início do ano foi fraco, com recuperação durante o período de seca, tradicionalmente mais favorável à atividade. “Na média, devemos fechar o ano com um crescimento entre 5% e 10%”, afirmou Perrupato.

Juros e endividamento

A construção civil é o principal mercado consumidor das cerâmicas. Por isso, o desempenho do setor acompanha o ritmo dos novos empreendimentos, que têm sido afetados pelos juros elevados. Na avaliação do presidente do Sindicer-MG, as taxas reduzem o interesse por investimentos em imóveis e direcionam recursos para aplicações financeiras.

O programa Minha Casa, Minha Vida ajudou a melhorar o desempenho em 2026. O efeito, porém, foi limitado pelo endividamento das famílias, que dificulta o acesso ao financiamento imobiliário. Perrupato também apontou que o crédito pessoal, combinado aos juros pagos pelos consumidores, compromete a capacidade de assumir uma dívida de longo prazo.

O setor ainda enfrenta dificuldade para reunir dados sobre a produção em Minas Gerais. De acordo com o sindicato, a atividade é pulverizada e as empresas resistem em fornecer informações. O consumo de energia elétrica poderia servir como indicador da evolução da produção, mas o acesso aos dados setoriais continua limitado.

Para 2027, Perrupato prevê um cenário difícil, independentemente do resultado das eleições e do novo governo. Ele defende medidas para reequilibrar as contas públicas e afirma que uma queda rápida dos juros poderia abrir espaço para uma retomada mais forte dos investimentos privados. “O juro atrapalha tudo”, disse.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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