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Concessão do corredor Minas-Rio prevê R$ 38 bilhões em investimentos
Câmbio e custos

Concessão do corredor Minas-Rio prevê R$ 38 bilhões em investimentos

Nova autorização ferroviária terá validade de 99 anos e deve ampliar a ligação de Minas Gerais com portos do Sudeste.

A futura concessão do corredor ferroviário Minas-Rio prevê R$ 38 bilhões em investimentos em Minas Gerais ao longo de 30 anos. O projeto faz parte de um pacote federal com oito iniciativas para recuperar a infraestrutura ferroviária e aumentar o transporte de cargas pelos trilhos.

A sessão pública do leilão foi marcada para 17 de dezembro, a partir das 14h, na B3, em São Paulo. Será o primeiro certame ferroviário desde 2021 a adotar o modelo de chamamento público, que poderá ser usado em outras ferrovias ociosas ou parcialmente abandonadas.

Como será a concessão

A autorização terá validade de 99 anos. A empresa vencedora ficará responsável pela manutenção, recuperação e modernização da estrutura atualmente operada pela Ferrovia Centro-Atlântica (FCA). Também terá até dois anos para apresentar um plano de recapacitação da ferrovia.

O contrato tem previsão de assinatura até maio de 2027. A malha possui cerca de 733 quilômetros e foi organizada em dois lotes. O primeiro tem 626 km, entre Iguatama, no Centro-Oeste de Minas Gerais, e Barra Mansa (RJ), com um ramal entre Varginha e Lavras. O segundo reúne 107 km entre Barra Mansa e Angra dos Reis (RJ).

Cargas e próximos projetos

O corredor é apontado como estratégico para Minas Gerais por reforçar o acesso aos portos do Sudeste, incluindo o de Angra dos Reis. A proposta também busca melhorar o escoamento de fertilizantes e, principalmente, de café, cuja principal região produtora do Brasil fica no Sul do estado.

Marcelo Fonseca, diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e relator do processo, disse que o corredor poderá servir de referência para futuros chamamentos públicos. Na avaliação dele, o projeto se diferencia por envolver trechos existentes que já foram operados sob concessão.

A diretoria colegiada da ANTT aprovou a versão definitiva do edital no dia 27 de agosto. Ainda neste ano, a agência prevê publicar o edital de chamamento entre Arcos e Barra Mansa, além do edital da Estrada de Ferro 118, entre Vitória e o Porto do Açu. A carteira para 2027 inclui a Ferrogrão, a Malha Oeste e a Malha Sul.

Alessandro Baumgartner, diretor da ANTT, afirmou: “Expandir as ferrovias não é uma escolha, é uma necessidade”

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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