A tarifa de energia elétrica residencial subiu 7% em setembro, enquanto o reajuste nacional da tabela de cigarros levou o subitem a uma alta de 16,47%. Os dois movimentos contribuíram para a aceleração do Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10), que avançou 0,44%, após recuar 0,47% em agosto, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV).
“Nos preços ao consumidor, o destaque foi a tarifa de energia elétrica residencial, que subiu 7% com o fim do efeito do bônus de Itaipu”, afirmou Matheus Dias, economista do FGV IBRE. Ele também citou o impacto do reajuste dos cigarros na composição do indicador.
Pressão no atacado
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-10) teve alta de 1,90% em setembro. O indicador representa 60% do IGP-10 e acompanha os valores praticados no atacado. Em agosto, havia registrado queda de 0,69%.
De acordo com Dias, os produtos agropecuários sentiram o aumento das incertezas climáticas relacionado ao fortalecimento do El Niño. O plantio da temporada 2026/27 está apenas começando, mas a possibilidade de um evento climático intenso elevou o prêmio de risco e estimulou compras antecipadas por empresas consumidoras de grãos.
O economista também mencionou a volatilidade nas commodities da Indústria Extrativa, influenciada pelos desdobramentos do conflito no Oriente Médio.
Resultado geral
O IGP-10 subiu 1,47% em setembro, depois de cair 0,51% no mês anterior. Em 12 meses, o índice acumula alta de 3,29%. A estimativa de uma pesquisa da Reuters era de avanço mensal de 1,25%.
Na construção civil, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-10) aumentou 0,50%, abaixo da taxa de 0,65% registrada em agosto.
O IGP-10 reúne os preços ao produtor, ao consumidor e na construção civil apurados entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.







