O crédito rotulado como sustentável cresceu 42% no Brasil em 2023, de acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). O avanço acompanha a busca de investidores por empresas com governança robusta e métricas ESG confiáveis.
A mudança leva conselhos de administração e equipes de alta direção a incorporar a sustentabilidade à estratégia empresarial. A proposta deixa de tratar o tema como uma iniciativa isolada e passa a relacioná-lo à competitividade, à transparência e à capacidade de medir resultados.
Hotelaria de luxo acompanha movimento
A hotelaria de luxo aparece como um dos setores envolvidos nessa transformação. O Brasil se tornou o segundo maior mercado consumidor de luxo do mundo, segundo a Bain & Company. Marcas internacionais como Fasano, Rosewood e Six Senses operam com padrões de governança e sustentabilidade que incluem eficiência energética, gestão de resíduos e rastreabilidade de fornecedores.
O Grupo Fasano informou ter adotado padrões internacionais de eficiência energética e reduzido em 30% o consumo de água em unidades específicas. Com esses avanços, tornou-se elegível a linhas de financiamento sustentável, enquanto seus critérios também influenciam cadeias de fornecedores.
Mercado de títulos verdes
O setor financeiro acompanha a adoção dessas práticas. Em 2023, o Brasil liderou as emissões de “green bonds”, conforme a Climate Bonds Initiative, com mais de US$ 8 bilhões emitidos.
Empresas que combinam governança sólida e compromissos ambientais claros conseguem acessar capital mais barato e atrair investidores globais. Para empresários e conselhos, o desafio é incorporar métricas ESG às decisões e demonstrar impacto mensurável.
A aproximação entre governança, finanças sustentáveis e hotelaria de luxo aponta para uma mudança na forma como setores com presença internacional estruturam suas operações. Nesse cenário, a sustentabilidade passa a ser relacionada ao valor econômico e reputacional das empresas.








