Um funcionário do Morgan Stanley enviou por engano a clientes um documento interno com mais de 100 operações de banco de investimento em análise ou acompanhamento na Ásia. A relação reunia possíveis ofertas públicas iniciais (IPOs) na China, na Coreia do Sul e na Índia, além de projetos em outras regiões.
O arquivo também listava fundos de private equity, fundos de pensão ligados às empresas e operações suspensas. As informações eram consideradas sensíveis porque poderiam afetar preços de mercado. Uma cópia com trechos borrados foi publicada por uma conta no Instagram.
Arquivo interno foi enviado a clientes
Mohamed Atmani, chefe da área de patrocinadores financeiros para a região da Ásia-Pacífico no banco de investimento, encaminhou o documento por e-mail nesta semana. Depois, tentou cancelar o envio, segundo pessoas familiarizadas com o caso.
A intenção era compartilhar uma versão preparada para clientes, com atualizações gerais sobre o setor de private equity e transações recentes. O arquivo enviado, porém, era a versão interna, com detalhes sobre operações em potencial.
Atmani é diretor administrativo, trabalha em Hong Kong e entrou no Morgan Stanley em 2018. Ele não comentou o caso imediatamente e não foi localizado para novos esclarecimentos.
Em comunicado, o Morgan Stanley afirmou que trata a confidencialidade dos clientes com máxima seriedade. “Tomamos medidas imediatas para lidar com esse compartilhamento inadvertido de informações e continuamos a interagir com as partes relevantes”, disse a empresa, sediada em Nova York.
O episódio ocorre em um setor no qual informações sobre transações de clientes em potencial costumam ser mantidas em sigilo. Não está claro se clientes ou outras partes relacionadas procuraram o banco, nem como a instituição está conduzindo o caso.
Outros casos de exposição de dados
Em julho, o Bank of Baroda informou que a conta de e-mail de um funcionário havia sido comprometida, permitindo acesso não autorizado a determinados dados.
Uma unidade da First American Financial Corp. expôs 885 milhões de documentos com informações de clientes em 2019. Em 2023, o principal órgão regulador financeiro de Nova York multou a empresa em US$ 1 milhão por ocultar as falhas.
O Banco Santander informou que dados administrados por um terceiro foram acessados sem autorização em 2024, afetando informações de clientes e funcionários.







