O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que o partido mantém conversas com legendas adversárias para uma possível união em torno da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República no segundo turno.
A campanha busca ao menos a neutralidade do PSD, partido de Ronaldo Caiado, e o apoio do Avante, do candidato Augusto Cury. Edinho disse que as negociações específicas para a etapa seguinte ainda não começaram, porque o PT acredita no crescimento da candidatura durante o primeiro turno.
“Não consigo enumerar aqui quantas vezes eu sentei com os presidentes de todos os partidos”, afirmou o dirigente. Ele declarou que também continuará dialogando com movimentos sociais e representantes da sociedade civil.
Críticas ao Judiciário e defesa de reformas
Ao comentar a associação feita por parte da população entre o governo Lula, o escândalo do Banco Master e a crise do Supremo Tribunal Federal, Edinho afirmou que pesquisas representam uma fotografia de um momento da opinião pública. Para ele, os questionamentos sobre o Supremo acabam afetando a percepção sobre as instituições.
“O presidente Lula pediu reforma do Poder Judiciário”, disse Edinho. O presidente do PT afirmou que Lula se posicionou corretamente ao exigir a apuração dos fatos e a punição dos culpados.
Edinho também defendeu uma reforma política. Na avaliação dele, a atividade política deve servir à sociedade e à melhoria da vida da população, e não ser usada para enriquecimento ou aumento de patrimônio de quem ocupa cargos públicos.







