A Exxon terá que iniciar, junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o processo de licenciamento ambiental para perfurar blocos na Bacia da Foz do Amazonas. A informação foi dada por Sylvia Anjos, diretora de exploração e produção da Petrobras, após um painel na ROG.e.
Petrobras e Exxon arremataram em consórcio dez blocos da região no leilão de áreas realizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em 2025, na oferta permanente de concessão. A Petrobras é operadora de cinco blocos, enquanto a Exxon tem essa função nos outros cinco.
Licenciamento em conjunto
A proposta é que as duas empresas solicitem as licenças ao Ibama de forma coordenada. A Petrobras ficará responsável pelos pedidos referentes aos blocos em que é operadora, e a Exxon deverá fazer o mesmo nas áreas sob sua operação. Sylvia Anjos afirmou que a companhia americana já tem os estudos sísmicos dos blocos em que precisará iniciar o licenciamento.
“Tem blocos que nós somos operadores e [em outros] eles são operadores. A ideia é que eles, como operadores, também demandem uma licença”, disse a executiva.
A emissão da licença ambiental para a perfuração do poço Morpho aumentou no mercado a percepção de que novos processos para perfurar na Bacia da Foz do Amazonas têm viabilidade ambiental mais concreta. O licenciamento das atividades do bloco 59 passou a ser considerado uma referência para as empresas de petróleo.
Além das áreas arrematadas com a Exxon em 2025 e do bloco onde a perfuração está em andamento, a Petrobras mantém outras cinco áreas na bacia. Elas foram obtidas em leilão de 2013 e estão em processo de licenciamento no Ibama.
O órgão solicitou estudos ambientais complementares para essas áreas, que correspondem aos blocos FZA-M-57, FZA-M-86, FZA-M-88, FZA-M-125 e FZA-M-127. Os documentos devem ser atualizados conforme os desdobramentos do licenciamento do poço Morpho.







