Os voos nos aeroportos do Reino Unido foram retomados na madrugada desta quarta-feira (9), depois de uma falha de várias horas no sistema de controle de tráfego aéreo. Os terminais, porém, afirmaram que a operação ainda pode levar algum tempo para voltar ao normal.
Mais de 1.000 voos foram cancelados durante a interrupção, deixando centenas de milhares de passageiros retidos. A falha aumentou a pressão sobre a NATS, prestadora dos serviços de controle de tráfego aéreo, e sobre seu diretor-presidente, Martin Rolfe.
A ministra dos Transportes, Heidi Alexander, convocou Rolfe para explicar o ocorrido. O encontro está previsto para esta quarta-feira, em meio a preocupações sobre a infraestrutura e a tecnologia usadas no sistema. “Estou buscando garantias de que as lições serão aprendidas e de que os sistemas que dão suporte à aviação estão à altura da tarefa”, afirmou Alexander na rede social X.
Companhias calculam perdas
A Ryanair informou que cerca de 150 mil passageiros foram afetados. A empresa cancelou 260 voos, com perda imediata estimada entre 2,5 milhões a 3 milhões de libras esterlinas, segundo seu diretor-presidente, Michael O’Leary. Ele também disse que a companhia esperava cancelar outros 30 voos porque tripulações estavam em locais errados e com horários inadequados.
A British Airways informou ter cancelado ou desviado 100 voos, afetando dezenas de milhares de passageiros. O aeroporto de Heathrow orientou os viajantes a consultar as companhias aéreas antes de seguir para o terminal, já que os horários foram alterados. O aeroporto também alertou para impactos posteriores durante o reposicionamento de aeronaves e tripulações.
O Gatwick, em Londres, fez a mesma recomendação. A NATS descartou um ataque cibernético como causa. Rolfe pediu desculpas aos passageiros afetados, afirmou que assumia a responsabilidade pelo problema e disse acreditar que a falha foi diferente das interrupções anteriores.
A interrupção ocorreu três anos após o último colapso do sistema, em agosto de 2023. Na ocasião, os cancelamentos geraram prejuízo de 100 milhões de libras esterlinas às companhias aéreas. Um problema técnico relacionado a radares também afetou voos em julho de 2025, incluindo operações no Heathrow.






