O Federal Reserve elevou os juros nesta quarta-feira pela primeira vez desde julho de 2023, enquanto a inflação continua acima da meta. O presidente do banco central americano, Warsh, afirmou que não comentaria as conversas mantidas com Donald Trump sobre a pressão por taxas menores.
A cobrança por uma política monetária mais flexível também partiu de outros integrantes da administração republicana. Trump voltou a defender, no domingo, que os Estados Unidos tenham a menor taxa de juros do mundo. O presidente ainda sugeriu que Warsh estaria limitado por um comitê do Fed que considera muito político.
A postura de Trump em relação a Warsh, porém, tem sido menos crítica do que a adotada contra o antecessor dele, Jerome Powell. No segundo mandato do republicano, a defesa de juros mais baixos se tornou comum.
Independência do banco central
Kevin Hassett, diretor do Conselho Econômico, reforçou a pressão e disse que Trump não ficaria satisfeito caso o Fed aumentasse a taxa. Em entrevista à Fox News, Hassett também afirmou: “Acredito que se você quer um Fed independente uma das coisas que o Fed faz é não interferir nas eleições”.
Warsh também não quis comentar as políticas fiscal e comercial dos Estados Unidos. Ele disse que parte da independência do Fed envolve permanecer na própria área de atuação e deixar essas decisões para os responsáveis por cada setor.
Inflação, geopolítica e economia
Entre os motivos para a mudança de postura do banco central, Warsh citou a piora do cenário geopolítico desde a reunião de julho, quando a taxa foi mantida. Ele afirmou que os focos de tensão ao redor do mundo alteraram a avaliação sobre os cenários mais ou menos prováveis.
O presidente do Fed também declarou que as tendências da inflação observadas durante o verão não passaram no teste e que recebeu poucas informações capazes de mudar sua avaliação. Ao mesmo tempo, destacou dados sobre o mercado de trabalho e disse que a economia americana demonstra solidez.







