O real brasileiro mostrou resistência diante da piora dos mercados globais após a decisão do Federal Reserve. O dólar comercial avançava 0,10%, a R$ 5,1592, enquanto a moeda brasileira aparecia entre as oito divisas mais fortes do dia, considerando as 33 mais líquidas.
O movimento ocorria em um cenário de fortalecimento do dólar. O índice DXY, que compara a moeda americana com uma cesta de seis divisas de mercados desenvolvidos, subia 0,54%, aos 100,161 pontos.
A pressão aumentou depois que o Fed elevou os Fed funds em 0,25 ponto percentual. Em entrevista coletiva, o presidente da instituição, Kevin Warsh, destacou que a votação unânime do colegiado demonstra a determinação para alcançar a meta de inflação. A autoridade também afirmou que a atividade econômica e o mercado de trabalho seguem bem, enquanto a inflação permanece acima da meta há mais de cinco anos.
Juros acompanham títulos americanos
O rendimento do título do Tesouro americano de dois anos passou de 4,671% no fechamento de ontem para 4,723%, depois de recuar mais cedo. Já o papel de dez anos teve queda de 5,006% para 5,000%.
No Brasil, os juros futuros acompanharam o comportamento dos Treasuries. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2028 subiu de 13,655% para 13,67%. O DI de janeiro de 2029 recuou de 13,925% para 13,905%, enquanto o contrato de janeiro de 2031 caiu de 14,20% para 14,12%.
As bolsas também perderam força. O Dow Jones saiu da estabilidade e recuava quase 1%. O S&P 500 passou de alta de 0,30% para queda de 0,38%, e o Nasdaq deixou uma valorização de 0,59% para rondar a estabilidade, com viés de baixa. No Brasil, o Ibovespa ampliou a queda de 0,09% para 0,81%, aos 184.989 pontos.







