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Flexibilização de térmicas da Eneva pode reduzir custos em até R$ 3,2 bilhões
Câmbio e custos

Flexibilização de térmicas da Eneva pode reduzir custos em até R$ 3,2 bilhões

Proposta em análise no TCU prevê retirar a geração contínua de quatro usinas, mantendo as condições comerciais dos contratos atuais.

A proposta da Eneva para alterar a operação de quatro usinas termelétricas pode gerar uma economia estimada entre R$ 1,7 bilhão e R$ 3,2 bilhões aos consumidores do mercado regulado até 2030. Os valores foram calculados em estudos usados nas negociações: o menor resultado foi consolidado pela empresa a partir de impactos estimados pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), enquanto o maior foi projetado pela consultoria PSR, contratada pela companhia.

A negociação ocorre em uma comissão de solução consensual do Tribunal de Contas da União (TCU). O desenho prevê o fim da obrigação de geração contínua das usinas, sem alterar as condições comerciais dos contratos vigentes. A estimativa de economia considera possíveis efeitos sobre os encargos pagos pelos consumidores e sobre o risco hidrológico das hidrelétricas no mercado regulado.

A proposta envolve as usinas Maranhão III, Nova Venécia 2, Azulão II e Azulão IV. Atualmente, elas seguem um modelo que exige geração firme para complementar a oferta de energia, principalmente em períodos de menor disponibilidade hídrica, além de viabilizar investimentos na exploração e produção de gás natural no interior do país.

Com a maior participação de fontes renováveis, o sistema passou a ter excedentes em determinados horários e maior necessidade de potência e flexibilidade nos períodos de pico, sobretudo no início da noite. Nesse cenário, o Ministério de Minas e Energia (MME) e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) passaram a discutir alternativas para os contratos.

A Eneva propõe zerar a inflexibilidade contratual, permitindo que o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) reduza ou interrompa o despacho das usinas quando a geração não for necessária. A empresa, porém, manteria a receita fixa anual dos contratos atuais e assumiria o risco de cumprir as obrigações de entrega, com geração própria ou compra de energia no mercado.

O plano também prevê mais flexibilidade operacional e estabelece em R$ 760 por megawatt-hora (MWh) o custo variável de referência para o despacho pelo ONS. Esse valor não definiria a remuneração da energia vendida nos contratos: a receita variável da Eneva continuaria baseada nos valores originais de cada empreendimento.

Os estudos indicam ainda que a retirada da geração obrigatória pode ampliar o aproveitamento de energia renovável que hoje é cortada em momentos de excesso de oferta. MME, ONS e CCEE já deram aval à proposta, segundo fontes ouvidas nas negociações, mas ainda falta a manifestação da Aneel.

Uma reunião administrativa da agência estava prevista para esta segunda-feira (21), e o prazo final da comissão termina nesta terça-feira (22). Para que um eventual acordo chegue ao plenário do TCU, também será necessário o aval da área técnica responsável pela análise do processo.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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