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Garantias brasileiras entram em análise antes de volta da carne bovina à Europa
Câmbio e custos

Garantias brasileiras entram em análise antes de volta da carne bovina à Europa

Brasil aguarda uma auditoria da União Europeia para comprovar medidas contra o uso inadequado de antimicrobianos no gado.

A retomada das exportações brasileiras de carne bovina para a União Europeia depende da avaliação oficial das garantias apresentadas pelo Brasil sobre o uso de antimicrobianos. O bloco sinalizou que fará uma auditoria presencial na cadeia produtiva, mas ainda não definiu a data com as autoridades brasileiras.

A União Europeia suspendeu a compra de carnes e mel do Brasil em 3 de setembro. A justificativa foi a falta de comprovação de que o país cumpre as regras europeias para o uso de antimicrobianos durante a vida dos animais. A categoria inclui antibióticos, antiprotozoários e antivirais usados no tratamento dos rebanhos.

Para responder às exigências, o governo brasileiro apresentou um protocolo privado para a exportação de bovinos, aprovado em junho, além de novas regras de inspeção estabelecidas pelo Ministério da Agricultura. Os europeus ainda deverão informar se as medidas são suficientes para confirmar a conformidade brasileira.

Como funciona o protocolo para bovinos

O modelo prevê vistorias feitas por uma empresa certificadora nas propriedades rurais. A fiscalização inclui a análise do plano de manejo, das condições físicas de criação e uma inspeção individual por amostragem no rebanho. Essas ações se somam ao trabalho rotineiro do governo federal.

A Abiec informou que o protocolo já está em execução e teve adesão de 100% dos produtores associados habilitados a exportar para o mercado europeu. O documento também determina rastreabilidade das matérias-primas, manutenção de registros e bloqueio de lotes quando houver perda de elegibilidade.

Se for identificada alguma não conformidade, a comunicação ao Ministério da Agricultura deve ser imediata. O caso passa por avaliação de técnicos da pasta, com apresentação da rastreabilidade completa dos produtos.

Retomada ainda sem data definida

O Ministério da Agricultura afirmou que não é possível apontar uma data precisa para a volta das exportações e não confirmou a projeção de retomada em 2027. A pasta também disse que não haverá tratamento diferenciado ou exceções aos requisitos sanitários para produtos específicos.

A situação da carne bovina envolve todo o ciclo de vida do animal. A União Europeia exige que o boi não tenha recebido, do nascimento ao abate, substâncias proibidas pelas regras sanitárias do bloco. Por isso, a retomada antes da segunda metade do próximo ano é considerada improvável.

Na última sexta-feira (4), a autoridade sanitária europeia concluiu uma auditoria nas cadeias de aves e mel. O governo brasileiro espera retomar as exportações desses produtos em até dois meses.

As vendas de carne bovina e frango do Brasil para a Europa somaram US$ 1,8 bilhão (R$ 10 bilhões) em 2025. Em entrevista na terça-feira (8), o secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, afirmou que os auditores consideraram satisfatório o processo de “segregação do não uso de antimicrobianos” na cadeia de aves e mel.

A Abiec afirmou que a interrupção das vendas de carne bovina preocupa o setor. A associação considera a União Europeia um mercado estratégico, mas ressaltou que a carne brasileira continuará sendo comercializada nos destinos para os quais está habilitada, sem substituição automática do mercado europeu, já que cada destino demanda produtos e cortes diferentes.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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