A H Commcor DTVM não realiza mais operações desde que transferiu sua carteira de clientes para o BTG, em 2024. A empresa informou que a retirada da autorização ocorreu por solicitação interna, enquanto o Banco Central relacionou o cancelamento à mudança de objeto social.
A decisão encerrou a autorização da corretora como DTVM, sigla para distribuidora de títulos e valores mobiliários. No mesmo dia, o Banco Central também retirou as licenças de duas corretoras de câmbio: Conecta e Codepe.
A H Commcor também esteve envolvida em uma negociação que não avançou. No ano passado, a Virgo anunciou a compra da licença da corretora, mas o negócio acabou não sendo concluído. A autorização estava vinculada à Virgo Holding e não fez parte da transação em que a Riza comprou a securitizadora da Virgo.
Da corretora de café à atuação institucional
A trajetória da Commcor começou em 1998, quando Luiz Eduardo de Paula se associou à Hencorp Becstone & Company, apresentada como uma das mais importantes corretoras de café do mundo. Dessa associação nasceu a Hencorp Commcor.
Quatro anos depois, a empresa recebeu o certificado de corretora plena da BM&F. Em 2009, passou a atuar como DTVM e, em 2019, entrou na área institucional.
Enquanto a licença da H Commcor foi retirada, o Grupo MAG recebeu autorização para criar uma DTVM, com capital de R$ 5,4 milhões. A parceria reúne a Mongereal e a gestora suíça Aegon. Além da seguradora, o grupo já possui uma licença de instituição de pagamento.







