Os dados de inflação dos Estados Unidos elevaram para 88% a probabilidade de uma alta de juros pelo Federal Reserve (Fed) na semana que vem, de acordo com a precificação dos mercados futuros. O movimento manteve os rendimentos dos títulos do Tesouro americano em níveis elevados, apesar do alívio observado após a queda do petróleo.
O índice de preços ao consumidor (CPI) avançou 0,4% em agosto, depois de subir 0,1% em julho, informou o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos. Na comparação anual, a alta foi de 3,4% em agosto, repetindo o resultado de julho e ficando dentro da expectativa do mercado.
O núcleo do CPI, que exclui alimentos e energia, teve alta de 0,3% em agosto, ante 0,2% em julho. O resultado ficou acima da projeção de 0,2%. Em 12 meses, o núcleo da inflação avançou 2,4%, em linha com o consenso.
Por volta de 10h10, os contratos futuros do Dow Jones subiam 1,08%; os do S&P 500 avançavam 1,07%, enquanto os do Nasdaq tinham alta de 1,20%. A Oracle se destacava, com valorização de mais de 7% no pré-mercado após divulgar resultados acima das expectativas.
Mercados
O petróleo Brent para entrega em novembro recuava 3,14%, a US$ 104,26 por barril. O WTI para o mesmo mês caía 3,25%, a US$ 95,20. O índice DXY operava perto da estabilidade, com alta de 0,04%, a 99,08 pontos.
O rendimento da T-note de dois anos caía para 4,581%, ante 4,588% no fechamento anterior. O título de dez anos recuava de 4,969% para 4,913%, depois de uma alta leve após a divulgação da inflação.
No Brasil, os investidores também acompanhavam a deflação do IPCA e o cenário eleitoral. A taxa do DI com vencimento em janeiro de 2028 oscilava de 13,63% para 13,555%. O dólar à vista caía 0,47%, a R$ 5,0785, e o Ibovespa recuava 0,53%, a 187.278 pontos, após abrir estável.







