A Lockheed Martin apresentou nesta quinta-feira (17) detalhes do AIM-260 Joint Advanced Tactical Missile (JATM), míssil desenvolvido para ampliar a capacidade de resposta dos Estados Unidos diante da evolução dos vetores aéreos chineses. A empresa também formalizou um acordo com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos para acelerar a produção do armamento.
O contrato cria as bases para futuras aquisições plurianuais e prevê o fortalecimento da cadeia industrial ligada ao programa. A Lockheed Martin informou que vai financiar os aportes de capital necessários para aumentar a capacidade produtiva do sistema.
Alcance e integração
Segundo a companhia, o JATM terá alcance e eficácia operacional superiores aos dos modelos atualmente em serviço. A avaliação representa uma vantagem tática contra caças chineses de quinta geração, entre eles o Chengdu J-20.
O míssil será integrado aos caças furtivos F-22 Raptor e F-35 Lightning II, usados pelas Forças Armadas norte-americanas. O desenvolvimento ocorreu sob sigilo nos últimos anos e foi apresentado como a principal resposta dos Estados Unidos ao avanço dos vetores aéreos chineses.
Tim Cahill, presidente da divisão de mísseis e controle de fogo da Lockheed Martin, afirmou que o programa estava entre as capacidades estratégicas de superioridade aérea dos Estados Unidos, mas que não podia ser divulgado por causa de sua classificação. “Estamos honrados em poder finalmente tratar do trabalho extraordinário por trás desse míssil”, declarou.
Os primeiros registros visuais do armamento foram divulgados em maio. A Austrália comunicou a intenção de comprar cerca de US$ 521 milhões em lotes do JATM, mas a quantidade de unidades e o valor por míssil ainda não foram formalizados.
A iniciativa ocorre depois de uma redução nos estoques de mísseis dos Estados Unidos e de países aliados atribuída ao conflito contra o Irã. O Pentágono busca acelerar o fornecimento de armamentos de ataque de precisão de longo alcance com maior viabilidade econômica.






