O Centro-Oeste chegou a 60 empresas entre as mil maiores do país, impulsionado pelo agronegócio em 2025. A região registrou crescimento de 17,8% na receita líquida, acima da alta de 7,8% do conjunto do ranking, que faturou R$ 8,3 trilhões.
Apesar do avanço, a distribuição das grandes companhias continua concentrada no Sul e no Sudeste. A região Sudeste reúne 656 empresas, enquanto o Sul tem 206. O Sudeste também aparece em todos os 27 setores analisados e reúne 19 líderes setoriais.
Desaceleração do agronegócio
A perspectiva para 2026 é de menor ritmo para a atividade econômica, com a desaceleração do agronegócio entre os fatores apontados. O movimento já foi identificado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nos dados do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre.
Nas contas nacionais, a comparação entre os primeiros trimestres e os quartos trimestres dos anos anteriores mostra que o agronegócio cresceu 21,6% em 2023, 11,3% em 2024 e 12,2% em 2025. Em 2026, a alta foi de 2%.
Juros e reforma tributária
Empresas e governos terão de lidar com uma conjuntura marcada por taxa de juros elevada, instabilidades pré-eleitorais e um ambiente geopolítico incerto. Esses fatores podem limitar o avanço do Produto Interno Bruto neste e no próximo ano.
A reforma tributária também é apontada como um obstáculo à distribuição mais homogênea da atividade econômica no longo prazo. A mudança substitui o recolhimento de impostos no local de origem pela cobrança na localidade de destino e deve restringir a atração de indústrias por meio de incentivos fiscais.







