A Polícia Militar do Distrito Federal barrou a entrada de um pendrive destinado a Daniel Vorcaro na Papudinha depois de encontrar arquivos incompatíveis com a justificativa apresentada. O dispositivo deveria conter somente músicas para o ex-controlador do Banco Master, mas acabou retido antes de ser entregue.
A Polícia Federal solicitou uma perícia para reconstruir o histórico de uso do equipamento e identificar quem manipulou os arquivos. O exame deverá apontar a data da última alteração dos dados e, por meio de metadados ou de outros recursos, indicar o computador ou usuário responsável pelos arquivos gravados por último.
O que será analisado
Entre os quesitos enviados aos peritos está a tentativa de identificar os dez últimos dispositivos em que o pendrive foi utilizado. A PF também pediu a análise da pasta “trash”, correspondente à lixeira, incluindo a data de sua última modificação e, se possível, o computador ou usuário que alterou os arquivos armazenados nela.
Os investigadores solicitaram ainda a extração e a categorização do conteúdo do dispositivo, com atenção a e-mails, planilhas e documentos de texto. A PF informou ao Supremo Tribunal Federal que o material seria enviado ao Instituto Nacional de Criminalística para preservar os dados e obter “metadados de interesse”.
Retenção e apreensão
Segundo a comunicação da Polícia Militar do Distrito Federal, dispositivos destinados exclusivamente à reprodução de áudio podiam entrar na unidade prisional, desde que passassem por análise prévia. Durante a verificação, os agentes encontraram “outros arquivos em formatos distintos, incompatíveis com a finalidade informada”.
O pendrive de 64 GB foi retido pela PMDF em 13 de julho e apreendido formalmente pela PF em 15 de julho. O caso foi comunicado a André Mendonça, ministro do STF e relator das investigações sobre o Banco Master.
Os documentos encaminhados ao Supremo Tribunal Federal e tornados públicos após decisão do ministro não mostram o resultado da perícia nem identificam quem levou originalmente o dispositivo à Papudinha. Também não permitem concluir que arquivos tenham sido apagados ou manipulados irregularmente.







