MONTES CLAROS — A Petrobras Biocombustível (PBio), subsidiária integral da Petrobras, avalia investir cerca de R$ 300 milhões na modernização e na ampliação da capacidade da usina de biodiesel de Montes Claros, no Norte de Minas Gerais. A informação foi repassada por uma fonte a par do assunto.
A Petrobras não confirmou nem negou o possível aporte. Em nota, a companhia informou que “as informações referentes aos investimentos futuros da Petrobras Biocombustível serão divulgadas oportunamente no Plano de Negócios 2027-2031 da companhia”. O documento deve ser lançado até o fim deste ano.
Capacidade das usinas
Fundada em 2008, a PBio produz biocombustíveis e comercializa enxofre, coproduto das refinarias da Petrobras. Além da unidade mineira, a empresa é proprietária de usinas em Candeias, na Bahia, e em Quixadá, no Ceará.
As duas plantas em funcionamento — Montes Claros e Candeias — têm capacidade conjunta de 501 milhões de litros de biodiesel por ano. Aproximadamente 90% das matérias-primas usadas na produção são de origem renovável.
A usina de Montes Claros está habilitada a ofertar 196 mil metros cúbicos por ano e pode produzir até 545 m³ de biodiesel por dia. Em média, 44,5% da matéria-prima utilizada na unidade é formada por gorduras e óleos residuais.
Em Candeias, a capacidade anual habilitada é de 305 mil m³, enquanto a produção diária pode chegar a 845 mil m³. A planta baiana usa, em média, 18,2% de gorduras e óleos residuais.
A unidade de Quixadá está hibernada desde que teve as atividades paralisadas em 2016 por decisão da Petrobras. Há rumores de que a companhia avalia retomar a operação dentro de uma estratégia de fortalecimento da atuação em biodiesel.
Produção nacional e investimentos em Minas
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) não divulga a produção por empresa. No total, o Brasil produziu 9,8 milhões de m³ de biodiesel no ano passado e chegou a 5,9 milhões de m³ no acumulado até julho deste ano.
Em março deste ano, a Petrobras anunciou investimentos de R$ 3,8 bilhões na Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim, dentro do Plano de Negócios 2026-2030. As ações incluem o aumento da capacidade de produção de barris de petróleo e devem gerar em torno de 8 mil postos de trabalho. Em dez anos, os aportes podem chegar a R$ 9 bilhões e os empregos, a 36 mil.







