Poços de Caldas, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
A próxima viagem começa aqui
Previdência mira retomada em 2027, enquanto seguros ampliam proteção e clientes
Câmbio e custos

Previdência mira retomada em 2027, enquanto seguros ampliam proteção e clientes

Tributação reduziu a captação da previdência, mas seguros de pessoas avançaram com novas coberturas, canais de venda e público mais jovem.

A previdência privada aberta e os seguros de pessoas devem chegar a 2027 em situações diferentes. A previdência busca recuperar o crescimento afetado pela cobrança de 5% de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre aportes em planos VGBL acima de R$ 300 mil ao ano em 2025, limite elevado para R$ 600 mil neste ano. Já os seguros mantêm perspectivas de expansão, apoiados pelo avanço das coberturas em vida, pela chegada de clientes mais jovens e pelo interesse de corretores e assessores financeiros.

A captação líquida da previdência aberta caiu 93,5% no ano passado e somou R$ 4 bilhões, conforme dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi). A entidade estima que cerca de R$ 130 bilhões deixaram de ser direcionados ao segmento em 2025 e neste ano. No primeiro semestre de 2026, os planos receberam R$ 77,4 bilhões, queda de 5,6% ante o mesmo período do ano anterior. O VGBL captou R$ 69,6 bilhões, recuo de 7,2%.

A expectativa de mudança na tributação dos seguros em 2027, com a extinção do IOF sobre seguros, é vista pela FenaPrevi como um caminho para a recuperação gradual do setor. A Brasilprev, por sua vez, alcançou R$ 500 bilhões em ativos sob gestão no primeiro semestre e teve captação líquida positiva de R$ 2,8 bilhões, revertendo o resgate líquido de R$ 5,2 bilhões registrado no mesmo período de 2025.

Empresas do segmento ampliaram a distribuição, a digitalização e a oferta de produtos. Na Caixa Vida e Previdência, a participação de clientes de 36 a 45 anos subiu de 11,7% para 18% entre 2024 e junho de 2026. No Itaú Unibanco, a portabilidade líquida chegou a R$ 3,1 bilhões em 2026, após R$ 7,5 bilhões em 2025. O banco também oferece mais de 150 produtos de previdência para menores.

Nos seguros de pessoas, a arrecadação de prêmios alcançou R$ 41,3 bilhões nos primeiros seis meses de 2026, segundo a Superintendência de Seguros Privados (Susep). As maiores altas foram registradas nas modalidades de doenças graves, com 19,4%, educacional, com 18,0%, e prestamista, com 16,2%.

A Icatu Seguros ampliou o capital segurado máximo para R$ 150 milhões e elevou de 75 para 80 anos a idade máxima para contratação. A MAG registrou crescimento nas coberturas para cirurgias, doenças graves e incapacidade temporária em 2025. Na Prudential, o número de vidas protegidas passou de 5,9 milhões no terceiro trimestre de 2025 para mais de 6,6 milhões no primeiro semestre de 2026.

Corretores e assessores financeiros também passaram a incluir proteção nas discussões sobre investimentos e patrimônio. Na XP Seguridade, o saldo de clientes em PGBL subiu de R$ 19 bilhões para R$ 28 bilhões entre maio de 2025 e maio de 2026. No VGBL, avançou de R$ 51 bilhões para R$ 68 bilhões no mesmo intervalo.

Para 2027, o setor ainda aguarda a regulamentação do Universal Life, produto que combina proteção securitária e formação de reserva. Alessandro Octaviani, titular da Susep, afirmou que ainda são necessárias definições infralegais, inclusive sobre o tratamento tributário, e que a expectativa é concluir a regulamentação neste segundo semestre.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5