Poços de Caldas, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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Twiggy muda para B2B e mira expansão nos Estados Unidos
Foto: Ana Paula Paiva/Valor
Câmbio e custos

Twiggy muda para B2B e mira expansão nos Estados Unidos

Startup de Ariadne Alcântara e Ian Oliveira faturou R$ 16 milhões em 2025 e pretende dobrar o valor neste ano.

A Twiggy, startup criada por Ariadne Alcântara e Ian Oliveira, mudou o modelo de negócio, passou a vender sua tecnologia para outras empresas e alcançou faturamento de R$ 16 milhões em 2025. Para este ano, os sócios planejam dobrar o valor, com expansão nos Estados Unidos e desenvolvimento de novas ferramentas.

A empresa começou com um aplicativo voltado ao consumidor. A proposta era permitir que o usuário encontrasse roupas semelhantes às vistas em redes sociais ou no cotidiano. Lançada em 2022, a ferramenta chegou a 60 mil downloads, mas o modelo baseado em acordos com lojas de comércio eletrônico não era sustentável. A Twiggy recebia um percentual das compras feitas pelos links indicados, mas nem todas as conversões eram atribuídas à empresa.

Da venda ao consumidor para o B2B

A primeira rodada de investimento ocorreu no fim de 2022, com a entrada da aceleradora Wow e da Bossanova Investimentos. Nesse período, os empreendedores decidiram vender a tecnologia da startup diretamente para marcas de moda.

A solução foi integrada aos sites das empresas. O cliente pode inserir uma foto na página, enquanto a inteligência artificial identifica modelos e detalhes da peça, cruza as informações com o catálogo da marca e apresenta itens semelhantes. A plataforma também ajuda a investigar por que consumidores abandonaram o carrinho.

Esse contato é feito pelo WhatsApp, com taxa de resposta de 68%. Além do setor de moda, a Twiggy atua com farmácias, decoração e autopeças. Para conquistar clientes, a empresa passou a oferecer provas de conceito, períodos de teste em que as marcas avaliam a eficácia da ferramenta.

Expansão internacional

Um investimento do Google ampliou o contato da Twiggy com potenciais clientes fora do Brasil. Em um evento no Vale do Silício, Ian Oliveira conheceu um diretor do grupo proprietário da Michael Kors. A empresa se tornou a primeira prova de conceito internacional da startup.

Hoje, a Twiggy atende cerca de 60 grandes marcas do varejo, quatro delas nos EUA. O país responde por 50% do faturamento da empresa. Oliveira afirma que a startup é lucrativa desde o ano passado e que os sócios planejam uma nova rodada de captação para sustentar a internacionalização e acelerar o crescimento.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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