Fausto Silva, o Faustão, decidiu concentrar os próximos anos na família, em viagens e nos cuidados com a saúde. Em entrevista a Pedro Bial no programa “Conversa Bial”, da TV Globo, exibida na noite de terça-feira (15), ele afirmou que não pretende voltar à televisão nem retomar a carreira de comunicador.
A mudança de planos vem depois de uma sequência de internações e quatro transplantes. Faustão passou os últimos três anos em hospitais e disse não ter interesse em se dedicar a “nada mirabolante”. Aos 76 anos, também afirmou que não sente falta da rotina movimentada dos estúdios.
Uma nova rotina
Atualmente, o apresentador faz aulas de tai chi chuan, treinos de musculação e sessões de fisioterapia todos os dias. Ele contou que nunca fumou ou bebeu, mas reconheceu que tinha hábitos alimentares inadequados. “Restaurante era a minha academia”, brincou Faustão durante a conversa, da qual também participaram o cardiologista Fernando Bacal e o cirurgião cardiovascular Fabio Gaiotto.
Segundo o apresentador, o período de problemas de saúde ampliou a convivência com a família e o ensinou a ter paciência e resiliência. Ele destacou a relação com a mulher e os filhos João Guilherme, de 22 anos, Rodrigo, de 18, e Lara, de 27, filha de seu antigo relacionamento com a artista plástica Magda Colares.
Faustão disse que a proximidade com os filhos mudou conforme envelheceu. Lara nasceu quando ele tinha 48 anos; depois dos 50, ele teve mais dois filhos. Para ele, essa relação tem uma qualidade diferente, ainda que não tenha participado de atividades como jogar bola com os filhos.
Quatro transplantes
As complicações de saúde começaram em 2023, quando Faustão recebeu o diagnóstico de insuficiência cardíaca e passou por um transplante de coração, em agosto daquele ano. Em fevereiro de 2024, ele foi submetido a um transplante de rim.
Depois de meses internado, o apresentador passou, em agosto de 2025, por um transplante de fígado combinado com um retransplante renal. Ao falar sobre a própria recuperação, ressaltou a importância da doação de órgãos e da família conhecer a vontade do doador. “Cada doador pode doar seis ou sete órgãos”, afirmou.
Legado na televisão
Embora tenha relembrado momentos da carreira no programa, Faustão não demonstrou nostalgia. Ele começou como repórter e radialista esportivo na adolescência e afirmou ter orgulho do legado construído ao longo de 33 anos de trabalho na TV Globo.
Na avaliação do apresentador, parte desse legado está nos profissionais que começaram com ele e hoje ocupam cargos de direção em diferentes programas de televisão. Fora do trabalho, ele disse acompanhar programas esportivos e jornalísticos, além de séries e filmes no streaming.








