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Zuenir Ventura teve ofícios diversos antes de se firmar no jornalismo
Cultura

Zuenir Ventura teve ofícios diversos antes de se firmar no jornalismo

Nascido em Além Paraíba, o acadêmico começou a trabalhar ainda adolescente e construiu uma trajetória ligada à imprensa e ao ensino.

Zuenir Ventura, que morreu nesta terça-feira aos 95 anos, passou por diferentes trabalhos antes de se tornar um dos nomes de destaque do jornalismo brasileiro e ocupar a cadeira 32 da Academia Brasileira de Letras (ABL). Nascido em Além Paraíba (MG), ele foi pintor de parede, office-boy, professor e jogador de basquete durante a juventude.

Filho do pintor de parede José Ventura e da dona de casa Herina de Araújo, Zuenir Carlos Ventura se mudou para Nova Friburgo (RJ) aos 11 anos, com a família. Ainda adolescente, ajudava o pai nas pinturas e fazia serviços de office-boy. A mãe, porém, exigia que ele mantivesse os estudos.

Mais tarde, ganhou uma bolsa em um colégio e passou a dar aulas para crianças do então primário, hoje ensino fundamental. Aos 20 anos, foi para o Rio de Janeiro estudar Letras Neolatinas na Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

A entrada no jornalismo ocorreu enquanto trabalhava no arquivo da Tribuna da Imprensa. Em depoimento ao site Memória Globo, em 2011, Zuenir contou que foi incentivado a deixar o arquivo e se candidatar a escrever sobre Albert Camus, escritor e filósofo franco-argelino que havia morrido em um desastre. “Tudo na minha vida aconteceu por acaso”, afirmou.

A partir de 1960, o mineiro passou a trabalhar em redações de jornais do país, conciliando a atividade com as salas de aula. Foi professor da Escola de Comunicação da UFRJ e da Escola Superior de Desenho Industrial.

Na imprensa, ocupou os cargos de editor internacional do Correio da Manhã, diretor de redação da revista Fatos & Fotos, chefe de reportagem da revista O Cruzeiro e editor-chefe da sucursal Rio da revista Visão. Em 1967, participou da criação do jornal alternativo O Sol. Também trabalhou nas revistas Veja e Istoé, no Jornal do Brasil e em O GLOBO, onde foi colunista.

Colunista de O GLOBO

Zuenir começou a assinar uma coluna em O GLOBO na edição de 30 de janeiro de 1999. No texto de estreia, abordou as mudanças profissionais e pessoais. “Mudança dá sempre um friozinho no estômago, mexe com nossas inseguranças e mobiliza nossas velhas incertezas”, escreveu.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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