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Hotelaria debate como atrair jovens e reter profissionais no setor
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Hotelaria debate como atrair jovens e reter profissionais no setor

Painel reuniu especialistas para discutir vocação, formação, remuneração, jornada e os caminhos para aproximar novas gerações da hotelaria.

Atrair profissionais e mostrar possibilidades de crescimento virou um dos principais desafios da hotelaria. O tema foi discutido no 4º Encontro de Gente Hoteleira, aberto no dia 16, durante o painel que tratou do interesse atual pela carreira e de soluções para o setor.

Gabriela Schwan, CEO da GS Hospitality Consulting, moderou a conversa. Participaram Mariana Aldrigui, professora e pesquisadora de Turismo da Universidade de São Paulo (USP); Marcelo Picka, managing director do Senac Hotéis-Escola; e Mariana Malagutti, diretora de Recursos Humanos da Cia. Tradicional do Comércio.

Interesse das novas gerações

Gabriela afirmou que a hospitalidade envolve vocação e escolha profissional. Ela também questionou se a carreira ainda atrai os jovens, já que a imagem associada ao setor mudou. No passado, a hotelaria era relacionada a glamour, beleza e oportunidades de trajetória internacional.

Mariana Aldrigui disse que os alunos da USP demonstram menos interesse pelo segmento. Para ela, há um afastamento entre as expectativas dos estudantes, o que os gestores procuram e o significado da hotelaria. A professora ressaltou que essa percepção não representa necessariamente todo o Brasil.

Na avaliação da pesquisadora, os cursos de Hotelaria em universidades privadas têm custo elevado. Nas instituições públicas, ela identifica preconceito de parte dos professores, que esperam dos ingressantes um perfil diferente. Entre as expectativas citadas estão o domínio de dois idiomas e a posse de carro próprio para funções como recepcionista.

Marcelo Picka, que acompanha estudantes e profissionais em início de carreira nos hotéis-escola do Senac, afirmou que o setor perdeu parte do prestígio entre os jovens. Ainda assim, ele vê vocação em uma parcela desse público e destaca que muitas funções não exigem experiência prévia. “A hotelaria apresenta um alto nível de empregabilidade”, disse.

Disputa por mão de obra

A hotelaria também concorre com bares e restaurantes na contratação de trabalhadores. Mariana Malagutti apontou que esses segmentos têm pontos em comum, mas podem oferecer uma entrada mais simples: bares e restaurantes talvez tenham menos formalidade e não exijam domínio de idiomas, o que facilita as contratações.

A executiva avaliou que a manutenção da escala 6×1 será difícil para o mercado, mesmo que o projeto para extingui-la não avance. Picka, por sua vez, afirmou que a remuneração é o principal problema. Segundo ele, trabalhadores bem pagos tendem a aceitar a jornada, enquanto muitos empregados buscam outras atividades nos dias de folga da escala 5×2.

Para Mariana Aldrigui, os jovens avaliam mais do que o salário. Eles comparam oportunidades, mesmo antes de ter experiência, e também observam o desgaste de profissionais da hotelaria. A pesquisadora afirmou que muitos pais desestimulam os filhos a seguir esse caminho por causa do cansaço ou pela percepção de que existem alternativas melhores em outros setores.

Mariana Malagutti defendeu que empresas com cultura organizacional forte têm mais condições de reter colaboradores. Na visão dela, mesmo sem controlar mudanças externas, como alterações na legislação trabalhista, as companhias podem melhorar o ambiente interno, ampliar benefícios e fortalecer a cultura.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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