O uso de inteligência artificial, dados e novos formatos de comunicação esteve no centro de um painel do Fórum Nacional da Hotelaria (FNH). A discussão abordou como essas ferramentas podem ajudar empresas de hospitalidade a interpretar intenções, compreender preferências e criar oportunidades de negócio.
A conversa teve a participação de Cristina Sider, que atua na área de Growth do iFood; Silvia Belluzzo, responsável pelo Marketing do TikTok na América Latina; e Gustavo Meira, à frente da NeoTrip como CEO e cofundador. Ana Carolina Fusquine, vice-presidente da Letsbook, conduziu o encontro e questionou os participantes sobre a capacidade atual de dados e IA identificarem intenções de consumo e gerarem resultados.
Silvia afirmou que, em diversas situações, as pessoas não percebem a influência dos algoritmos sobre suas decisões. Ela citou especialmente o planejamento de viagens dentro do TikTok, plataforma que, segundo a executiva, vem ampliando sua atuação no setor com ferramentas de reservas e outras funcionalidades. “No TikTok, esse é um comportamento muito observado, em se tratando de planejamento de viagens”, disse.
Meira destacou que a transformação dos hábitos do público abriu espaço para novas maneiras de comunicação. Na avaliação dele, o mercado demonstra menos resistência ao uso de tecnologias, mas o desafio está em escolher como aplicar cada plataforma para alcançar os objetivos definidos. Para o executivo, IA e dados já fazem parte das estratégias de relacionamento com o consumidor.
Dados, planejamento e eficiência
Durante o painel, Ana Carolina também levantou questões sobre a participação de algoritmos e informações na formação das escolhas dos viajantes. Para Meira, as respostas dadas pelos próprios usuários ajudam as empresas a medir o desempenho de suas iniciativas e a identificar caminhos para novas ações.
Esse acompanhamento permite relacionar as estratégias adotadas pelas empresas às reações do público. No turismo e na hotelaria, a análise também pode considerar como o viajante pesquisa, escolhe e interage com produtos e serviços.
Cristina Sider defendeu que a adoção de IA seja antecedida por planejamento. Antes de escolher uma ferramenta, as empresas precisam definir seus objetivos e organizar o caminho a seguir. “A IA não é para tudo. As empresas precisam ter isso em mente para não exagerar nos gastos e seguir priorizando a eficiência”, afirmou.
O debate reforçou que a tecnologia não elimina a necessidade de compreender o público. Para os participantes, o uso de dados e inteligência artificial depende de metas claras, análise dos resultados e decisões alinhadas às necessidades de cada negócio. Na hospitalidade, isso inclui acompanhar a jornada do viajante em diferentes plataformas e transformar as informações geradas por esse comportamento em estratégias de comunicação.








