SALVADOR — A diária média da hotelaria de Salvador chegou a R$ 547,46 em agosto de 2026, avanço de 2,7% sobre os R$ 529,62 registrados no mesmo mês de 2025. O reajuste, porém, ficou abaixo da inflação acumulada no período, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis da Bahia (ABIH-BA).
O desempenho dos demais indicadores foi negativo na comparação anual. O RevPAR, índice que relaciona receita e disponibilidade dos quartos, ficou em R$ 352,19, ante R$ 369,83 em agosto de 2025. Já a ocupação média recuou de 68,49% para 64,33%.
A procura foi maior nos dias úteis, quando a taxa de ocupação alcançou 65,94%. Aos sábados e domingos, o índice ficou em 60,96%. A ABIH-BA relacionou o resultado durante a semana à realização de congressos e eventos na capital baiana. O mês também teve poucos feriados, fator que influenciou a dinâmica da hospedagem.
Movimento no aeroporto
Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) mostram que o Aeroporto Internacional de Salvador recebeu 4,9 milhões de passageiros entre janeiro e julho de 2026. No mesmo período de 2025, foram 4,5 milhões, alta de 9,6%.
Salvador ficou em segundo lugar entre os aeroportos do Nordeste no acumulado até julho. Recife liderou, com 5,8 milhões de viajantes.
A movimentação internacional somou 160,1 mil passageiros entre janeiro e julho, crescimento de 6% em um ano. Esse volume representou 6,5% do total de passageiros do terminal no período. No Brasil, foram 6,2 milhões de passageiros internacionais nos mesmos meses de 2026.
Para Wilson Spagnol, presidente da ABIH-BA, a entidade trabalha com o setor público na divulgação do destino e na atração de voos internacionais e domésticos. “Estamos otimistas em relação aos próximos meses”, afirmou, ao citar a expectativa de eventos e congressos entre setembro e novembro.








