Poços de Caldas, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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Hotelaria projeta crescimento em 2027 mesmo com economia fraca
Câmbio e custos

Hotelaria projeta crescimento em 2027 mesmo com economia fraca

Demanda por viagens, expansão aérea e decisões de gestão devem pesar mais que o PIB na elaboração dos orçamentos hoteleiros.

A hotelaria brasileira entra em 2027 com receita real no maior nível da série, apesar do crescimento médio de 1,5% ao ano do PIB nos últimos 10 anos, da taxa de investimento próxima de 17% do PIB e dos mais de 81 milhões de inadimplentes registrados no fim de 2025.

A avaliação é que a economia, sozinha, não deve determinar orçamentos conservadores no setor. A demanda por viagens se distanciou parcialmente do desempenho econômico, enquanto hotéis upper-midscale e upscale continuam registrando crescimento de dois dígitos nas diárias. Resorts regionais também avançam acima da média da hotelaria.

Aéreo e variáveis macroeconômicas

A oferta doméstica de assentos aumentou de forma consistente nos últimos dois anos e deve terminar 2026 em nível 14% superior ao de 2019. O movimento é impulsionado pela demanda doméstica e internacional, com destaque para o crescimento de viajantes argentinos.

As tarifas aéreas continuam altas, mas os maiores picos de preços ficaram concentrados em poucos meses e foram associados à alta do petróleo. Na média, os valores permanecem no mesmo patamar há mais de 1 ano. Para 2027, a previsão é de que oferta e demanda de voos cresçam pelo menos 5%.

Entre os pontos que precisam aparecer nas planilhas estão o câmbio desvalorizado, o endividamento de pequenas e médias empresas e o avanço da capacidade aérea. Também devem ser contabilizados os efeitos da escala 5×2 e da reforma tributária, tratados como custos concretos, e não como despesas diversas.

Gestão como frente de crescimento

As oportunidades mais diretamente controláveis pelos hotéis estão em áreas como experiência do hóspede, asset management, revenue management, marketing, receitas incrementais e eficiência operacional.

Hotéis com notas altas de NPS têm probabilidade maior de crescer mais de 15% em RevPAR do que aqueles com notas baixas. Nos empreendimentos com atuação efetiva de um asset manager, a chance de avanço superior em RevPAR é 1,4 vez maior.

Receitas além de diárias e ocupação aparecem entre os empreendimentos que mais crescem. Em resorts, melhorias de processos e adequação das equipes são apontadas como frentes de eficiência.

Entre os hotéis com GOP acima de 40%, a maioria está em capitais, possui marca nacional ou internacional e registra NPS acima do setor.

Reformas e novas frentes

Hotéis urbanos com estrutura de lazer adequada passaram a crescer mais em receita, indicando que esse tipo de oferta deixou de ser exclusivo dos resorts. Analytics e inteligência artificial, porém, ainda são usados abaixo do potencial esperado para melhorias operacionais.

O volume de hotéis em reforma também aumentou. Do total analisado, 63% têm plano de reinvestimento, com valores médios acima de R$ 60 mil por unidade habitacional entre 2026 e 2027. Para parte dos empreendimentos, a reforma passou a ser tratada como eixo de crescimento.

A elaboração do orçamento de 2027 deve, portanto, priorizar decisões internas sobre NPS, asset management, reformas, revenue management e novas receitas. Essas frentes não dependem diretamente do PIB e precisam considerar os custos associados à reforma tributária e à escala 5×2.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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