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Hotelaria brasileira perde ritmo e enfrenta limites para novos projetos
Câmbio e custos

Hotelaria brasileira perde ritmo e enfrenta limites para novos projetos

Indicadores apresentados no FNH mostram desaceleração da demanda, avanço do aluguel de curta duração e obstáculos para financiar hotéis.

A hotelaria brasileira entrou em uma fase de crescimento mais moderado, com perda de ritmo nos indicadores de desempenho e obstáculos para a abertura de novos empreendimentos. A avaliação foi apresentada por Cristiano Vasques, sócio-diretor da HotelInvest, durante o FNH (Fórum Nacional da Hotelaria).

No primeiro semestre deste ano, as diárias avançaram 1,5% em relação ao mesmo período de 2025. O RevPAR, indicador que relaciona a receita aos apartamentos disponíveis, cresceu 2,3%, mas perdeu força na comparação anual. A ocupação permaneceu relativamente estável nos últimos anos, enquanto a diária média teve uma evolução mais significativa durante a recuperação do mercado.

Segundo Vasques, a diária média começou a se estabilizar nos últimos seis meses, sinalizando uma nova etapa do ciclo de recuperação. A combinação entre ocupação, diária média e RevPAR é usada para acompanhar a capacidade de sustentação das tarifas e o comportamento da receita dos hotéis.

O cenário econômico também aparece entre os fatores que podem influenciar o setor. Juros ainda elevados, inflação pressionada, perda de força da atividade econômica e um câmbio sensível foram citados na análise. A proximidade das eleições presidenciais acrescenta incertezas e pode afetar decisões de investimento e o desempenho da hotelaria.

Concorrência com o aluguel de curta duração

O avanço do short-term rental ampliou a oferta de hospedagem em mercados importantes e aumentou a concorrência com os hotéis. Em São Paulo, a oferta desse modelo cresceu 182% entre 2023 e 2026. Vasques afirmou que já há um movimento de estabilidade, o que pode reduzir a pressão sobre a hotelaria.

No Rio de Janeiro, o comportamento é semelhante e pode ocorrer de forma ainda mais acentuada. Para o executivo, o desempenho dos hotéis dependerá, em grande parte, da quantidade de novos empreendimentos que chegar ao mercado.

Expansão depende de capital

A estrutura de capital necessária para viabilizar projetos é um dos principais entraves à expansão da oferta. “Falta de funding, custos de construção elevados, entre outros”, afirmou Vasques ao descrever as dificuldades enfrentadas pelos hoteleiros.

Em janeiro do ano passado, o Brasil tinha 152 hotéis em desenvolvimento. No começo deste ano, o número chegou a 178 empreendimentos. Apesar do aumento, a avaliação apresentada no FNH é de que o ritmo continua moderado diante das necessidades do mercado.

Vasques também afirmou que o cenário pode manter a expansão contida no ano que vem e talvez em 2028. Com isso, a hotelaria brasileira deve continuar acompanhando a demanda, a evolução do short-term rental, as condições de financiamento e a entrada de novos projetos.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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