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Meliá quer chegar a 30 hotéis no Brasil até 2030
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Meliá quer chegar a 30 hotéis no Brasil até 2030

Rede espanhola aposta em franquias, conversões e branded residences para ampliar a presença na América Latina, com foco nos segmentos premium e de luxo.

A Meliá Hotels International pretende ampliar sua presença no Brasil de 12 para 30 hotéis em operação até 2030. Para isso, a rede espanhola planeja incorporar aproximadamente cinco unidades por ano e combinar franquias, conversões de hotéis existentes, novos projetos e branded residences.

A América Latina reúne atualmente aproximadamente 70 hotéis e 14,5 mil quartos da companhia, o equivalente a cerca de 12% do portfólio global em número de habitações. No mundo, o pipeline da Meliá soma outros 70 hotéis e aproximadamente 17,5 mil quartos.

“A América Latina tem um papel muito importante na expansão da companhia. Ainda temos um grande espaço para o crescimento das nossas marcas na região e, por isso, a Meliá vem acelerando esse movimento nos últimos anos”, afirma Celia Maria Sarmiento Reys, diretora de Desenvolvimento LATAM da Meliá Hotels.

Planos para o Brasil

A operação brasileira conta hoje com oito empreendimentos em São Paulo, três em Brasília e um em Campinas. A expansão deverá incluir uma marca lifestyle ainda inédita no país. A expectativa é assinar, até o fim de 2026, o primeiro contrato dessa bandeira no mercado brasileiro, para um empreendimento que deverá ficar entre as regiões Sudeste e Sul e integrar um complexo.

As conversões também devem ganhar espaço com o encerramento de contratos firmados durante o último ciclo de desenvolvimento hoteleiro, por volta de 2016. A companhia se prepara ainda para entrar no modelo de franquias no Brasil, formato que já utiliza em mercados como Peru e Argentina.

Além das capitais, a Meliá avalia cidades secundárias e destinos impulsionados por atividades econômicas específicas. Entre os planos está um resort no Nordeste nos próximos três anos, possivelmente operado pelas bandeiras Sol by Meliá ou Meliá Hotels & Resorts. O projeto poderá adotar o sistema all inclusive.

A rede também negocia hotéis associados a branded residences no país. As residências deverão estar conectadas a um empreendimento hoteleiro e integrar uma nova construção, não uma conversão. A expectativa é anunciar um projeto desse segmento até o fim de 2026.

Franquias e parceiros regionais

A ampliação das franquias faz parte de uma mudança no modelo de crescimento da Meliá. Em países onde atuava apenas com contratos de administração, a empresa passou a oferecer alternativas de franquia aos investidores. Para isso, adaptou padrões e políticas internas.

A estratégia reduz a dependência de ativos próprios e amplia o espaço para parcerias. A empresa familiar, que tem ações negociadas na Bolsa de Madri, vendeu parte dos imóveis ao longo dos anos para fundos e instituições financeiras, mantendo contratos de administração ou franquia.

Investidores regionais também participam dessa expansão. A companhia busca conectar desenvolvedores de diferentes países e levar parceiros já conhecidos para novos mercados. Entre os exemplos estão investidores argentinos interessados em diversificar riscos por meio de projetos no Brasil.

O financiamento pode incluir projetos de condomínio e branded residences. O modelo já está consolidado no Brasil e em expansão na Colômbia. “As branded residences se tornaram um veículo para financiar projetos. Muitas vezes, as residências são desenvolvidas primeiro e, com esse capital, avança-se na construção do hotel”, explica Celia.

América Latina e segmentos premium

A Meliá pretende anunciar um novo projeto na Colômbia até o fim do ano. Peru e Argentina também recebem aberturas e novos contratos, enquanto a companhia busca presença nas principais capitais da América do Sul.

Na América Central, a rede entrou em Roatán, em Honduras, por meio de um contrato de franquia, e identifica oportunidades no Panamá e na Costa Rica. México e República Dominicana já concentram mais de 6 mil quartos da companhia.

A expansão continuará concentrada nos segmentos premium e de luxo. A empresa mantém nove bandeiras voltadas às faixas superiores do mercado e não atua com marcas econômicas ou midscale. Globalmente, um em cada três hotéis abertos pela companhia pertence ao segmento de luxo.

A regionalização das marcas também integra o plano. Os empreendimentos preservam padrões comuns, mas podem incorporar elementos locais para diferenciar a experiência em cada cidade.

A agenda ESG é outro eixo da estratégia. As iniciativas estão reunidas no programa Travel for Good, com ações relacionadas às pessoas, à transparência e à sustentabilidade da operação. A companhia pretende aplicar esses critérios desde a concepção dos projetos, incluindo construção sustentável, certificações, gestão de pessoas e compartilhamento de boas práticas com investidores.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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