Poços de Caldas, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
A próxima viagem começa aqui
Novo ensaio de Antonio Risério confronta a tradição sociológica paulista
Brasil

Novo ensaio de Antonio Risério confronta a tradição sociológica paulista

Livro da Topbooks critica a centralidade da USP no pensamento social brasileiro e recupera autores deixados fora desse eixo.

O novo livro de Antonio Risério coloca em debate o papel da sociologia paulista na formação do pensamento social brasileiro. Intitulada A Sociologia Paulista Contra o Pensamento Social Brasileiro, a obra será publicada pela Topbooks e deve chegar às livrarias este mês, com 375 páginas.

Antropólogo e historiador, Risério questiona no ensaio a centralidade atribuída à Universidade de São Paulo e o que descreve como um monopólio do saber social no país. A crítica alcança a sociologia marxista de São Paulo, associada principalmente a Florestan Fernandes e Fernando Henrique Cardoso.

Autores recuperados pelo livro

A apresentação da Topbooks afirma que o trabalho também revisita nomes que, na avaliação da editora, foram afastados do centro do debate. Entre eles estão José Bonifácio, Joaquim Nabuco, Euclides da Cunha e Alberto Torres.

O release ainda menciona conflitos com Gilberto Freyre, Guerreiro Ramos, Ruy Mauro Marini e Darcy Ribeiro. Roberto Mangabeira Unger também aparece no texto, relacionado a tentativas de desqualificação e sabotagem atribuídas aos herdeiros da tradição criticada por Risério.

O autor inclui no volume dois ensaios assinados por outros pesquisadores. “Dependência e revolução, submissão e utopia (Fernando Henrique Cardoso e Ruy Mauro Marini)” é de Gustavo Falcón, historiador e jornalista. Já “A cabeça da serpente e Roberto Mangabeira Unger” foi escrito por Carlos Sávio Gomes Teixeira, cientista político e professor.

Trajetória editorial

Aos 72 anos, Antonio Risério reúne uma produção que inclui livros sobre identidade, mestiçagem, política cultural e história social. Entre os títulos citados estão Mestiçagem, Identidade e Liberdade, da Topbooks, com 365 páginas; Identitarismo, da LVM Editora, com 280 páginas; Adeus, Identitarismo — A Hora da Maré Vazante, também da LVM Editora, com 208 páginas; e As Sinhás Pretas da Bahia — Suas Escravas, Suas Joias, da Topbooks, com 439 páginas.

A editora define o novo trabalho como um ensaio voltado a questionar uma visão paulistocêntrica da realidade brasileira. O livro também aborda a atuação intelectual da USP e defende a abertura de espaço para interpretações que não se alinham à corrente apresentada na obra.

Risério é descrito no material de divulgação como antropólogo, poeta, romancista, produtor cultural e palestrante. O lançamento se soma a uma bibliografia marcada por temas considerados polêmicos e por críticas às hegemonias intelectuais.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5