Poços de Caldas, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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Brasil

Rede de Goiânia supera marca pré-pandemia e coleciona prêmios com tarifa integrada

Sistema metropolitano reúne 21 municípios, recuperou o número de passageiros e recebeu reconhecimentos por gestão, inovação e mobilidade.

O transporte coletivo da Grande Goiânia voltou a superar o movimento registrado antes da pandemia e passou a receber prêmios por iniciativas de mobilidade, governança e integração. O sistema, que atende 21 municípios, transporta atualmente cerca de 450 mil passageiros por dia. Antes de 2020, eram aproximadamente 420 mil usuários diários, segundo Miguel Ângelo Pricinote, presidente do Mova-se Fórum Nacional de Mobilidade.

A rede também foi reconhecida fora do estado. Em 2023, o Programa Passe Livre do Trabalhador recebeu um prêmio no Parque da Mobilidade Urbana, promovido pela Plataforma Connected Smart Cities. No ano seguinte, o Governo de Goiás ficou em 2º lugar no Prêmio Boas Práticas, na categoria Infraestrutura e Logística, pelo programa de subsídio ao transporte metropolitano.

Em 2025, a Prefeitura de Goiânia conquistou o 1º lugar no Prêmio Parque da Mobilidade Urbana, na categoria Iniciativas em Favor da Mobilidade Sustentável, com o projeto de metronização. Neste ano, a rede recebeu ainda o UITP Awards pelo modelo de governança e pelas mudanças na frota, nos corredores do BRT, nas estações e nos terminais.

Para Pricinote, a integração é o principal diferencial do modelo. A estrutura reúne planejamento, operação, fiscalização, cobrança e atendimento em uma mesma rede, permitindo que o passageiro circule entre os municípios com uma única tarifa. Com isso, um deslocamento que atravessa cidades não exige a combinação de sistemas diferentes.

Como funciona o subsídio

A tarifa pública está em R$ 4,30 e permanece congelada desde 2019. O custo estimado da operação, chamado de tarifa técnica, fica entre R$ 11,50 e R$ 11,60. A diferença é coberta pelo poder público, com participação do Estado e dos municípios.

Goiás responde por 47,6% do complemento tarifário. Goiânia participa com 36,7%, enquanto Aparecida de Goiânia arca com 8,4%; Senador Canedo, com 4,3%; Trindade, com 1,9%; e Goianira, com 1,1%. A gestão do sistema cabe à Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC), que planeja, acompanha e fiscaliza a operação.

A estrutura foi consolidada pela Lei Complementar nº 171, aprovada em 31 de março de 2022, após alterar e reunir diretrizes da Lei Complementar nº 169/2021. O modelo estabeleceu as bases para o subsídio e para a reformulação da Rede Metropolitana de Transporte Coletivo.

Frota, terminais e pontos de parada

Cerca de 600 dos aproximadamente 1,2 mil ônibus foram substituídos. A renovação inclui veículos elétricos, movidos a biometano e modelos Euro 6 a diesel. A chegada de novos ônibus deve continuar até o início de 2028.

As estações do BRT Leste-Oeste, antigo Eixo Anhanguera, foram reconstruídas. Os terminais Novo Mundo, Praça da Bíblia, Praça A, Dergo e Padre Pelágio também passaram por reforma. O sistema ainda ganhou o BRT Norte-Sul, os terminais Hailé Pinheiro e Paulo Garcia e a transformação do Terminal Isidória.

A rede integrada tem aproximadamente 7 mil pontos de parada. Eles passaram a contar, no mínimo, com identificação e QR Code para consulta de linhas, horários e previsão de chegada. Os abrigos recebem manutenção periódica, e estruturas consideradas perigosas foram demolidas e substituídas.

Dentro dos ônibus, foram instalados ar-condicionado, entradas USB e Wi-Fi. Também houve incorporação de tecnologias voltadas à operação, à segurança, à informação ao passageiro e à acessibilidade.

Benefícios para os passageiros

Entre as modalidades criadas está a meia tarifa de R$ 2,15 para deslocamentos de curta distância, usada principalmente em Aparecida de Goiânia, Senador Canedo, Goianira e Trindade.

O Passe Livre do Trabalhador permite até oito viagens diárias e pode ser usado aos sábados, domingos e feriados. Já o Cartão Família autoriza o titular a cadastrar outras cinco pessoas com vínculo familiar para utilizar o transporte nos fins de semana pagando uma única tarifa.

Em Goiânia, o prefeito Sandro Mabel afirmou que a capital investe cerca de R$ 300 milhões por ano no transporte coletivo. A administração também trabalha na integração entre a rede de mobilidade e a semaforização, com prioridade para os ônibus e a intenção de reduzir o tempo dos deslocamentos.

Em Senador Canedo, a participação financeira no subsídio foi revisada para 4,3%. Segundo o secretário municipal de Fazenda e Finanças, Alessandro Rodrigues, a prefeitura desembolsa aproximadamente R$ 3,5 milhões a R$ 3,6 milhões por mês. O município também discute a implantação de tarifa zero nas linhas alimentadoras que circulam dentro da cidade. A proposta depende de avaliação da CMTC, da Redemob e de adaptações no sistema operacional.

Durante a pandemia da Covid-19, em 2020, a demanda caiu 84%, e a receita recuou para cerca de 16% do patamar anterior. A articulação entre o Governo de Goiás, as prefeituras, órgãos de controle, operadores e demais participantes do sistema levou à criação de medidas para manter o serviço e financiar a operação.

A transformação também chamou a atenção de representantes estrangeiros. Comitivas de Moçambique e Portugal visitaram a região para conhecer a experiência de integração. Para Pricinote, a rede mostra a possibilidade de organizar o transporte a partir das conexões entre municípios, já que os deslocamentos dos passageiros não seguem os limites administrativos.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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