SÃO PAULO — O candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) apresentou propostas para turismo, educação, medicina, agricultura e financiamento de pequenos negócios durante um encontro com influenciadores digitais nesta segunda-feira (21), na capital paulista.
Para o turismo, Cury afirmou que pretende aumentar a entrada de visitantes no país com duas semanas anuais de promoções, uma em cada semestre. A ideia, segundo ele, é firmar acordos com companhias aéreas, restaurantes e hotéis. O candidato comparou o fluxo turístico brasileiro ao de México e Espanha e defendeu uma mudança no setor.
Na educação, a proposta apresentada foi transformar o ensino médio em ensino técnico. Cury disse que 80% dos jovens não fazem esse tipo de formação entre os 7,3 milhões matriculados no ensino médio. Ele também mencionou planos de promover mudanças na medicina e na agricultura.
Produção de alimentos
Para o agronegócio, Cury afirmou que quer elevar a produção de alimentos de 350 milhões para 700 milhões de toneladas em 10 anos. O plano inclui o processamento de produtos no país, com a instalação de frigoríficos no Nordeste e no Centro-Oeste para ampliar a oferta de carnes suína e de frango.
O candidato também declarou que o setor enfrenta problemas de rentabilidade e custos. Segundo Cury, produtores têm lucratividade de 5% e pagam 20% de custeio. Ele citou projetos ligados à citricultura, aos grãos e à seringueira.
Cury disse ainda que pretende reorganizar o BNDES em duas instituições: uma para grandes empresas e outra voltada às microempresas. A proposta inclui agências do banco empreendedor em comunidades, favelas e escolas públicas.
Juros e microempresas
O candidato afirmou que a responsabilidade fiscal permitiria reduzir os juros e ampliar o crédito para pequenos negócios. Ele estimou que cada 1% de aumento na taxa Selic eleva em mais de R$ 100 bilhões o custo de financiamento do déficit e da dívida pública.
A meta apresentada é levar os juros para 5% a 6% ou 4% a 5% em um a dois anos. Com isso, Cury disse que seria possível financiar 10 milhões de microempresas e, eventualmente, chegar a 15 milhões.







