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Cesta básica de Anápolis exige 118 horas e 54 minutos de trabalho em julho
Brasil

Cesta básica de Anápolis exige 118 horas e 54 minutos de trabalho em julho

Levantamento da UEG mostra que a cesta consumiu 58,43% do salário mínimo líquido e custou mais que em Goiânia.

Comprar apenas os alimentos da cesta básica em julho exigiu 118 horas e 54 minutos de trabalho de quem recebe um salário mínimo e cumpre jornada de 44 horas semanais. O tempo equivale a aproximadamente 16,2 dias úteis e representa 58,43% do salário mínimo líquido.

A cesta pesquisada pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas da Universidade Estadual de Goiás (NEPE-UEG) custou R$ 876,07 no município. O valor ficou R$ 83,28 acima do registrado em Goiânia, onde o conjunto de alimentos saiu por R$ 792,79.

Comparação com outras capitais

Na comparação feita pelo próprio NEPE-UEG, Anápolis apareceria com a terceira cesta básica mais cara do país caso participasse do ranking nacional entre capitais. O município ficaria atrás de São Paulo, com R$ 915,01, e Cuiabá, com R$ 881,27.

Os preços foram coletados em sete supermercados de Anápolis durante a terceira semana de julho. O levantamento municipal começou em abril de 2024 e segue a metodologia da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Dieese.

Queda no mês, alta em um ano

Na comparação com junho, quando a cesta custava R$ 901,76, houve redução de 2,85%. Em junho, a compra comprometia 60,14% do salário mínimo líquido e exigia 122 horas e 23 minutos de trabalho.

A queda mensal foi puxada principalmente pelo tomate, que teve redução de 34,19%. Já o macarrão registrou a maior alta entre os produtos acompanhados, de 14,83%. Apesar do recuo em relação ao mês anterior, a cesta acumulou alta de 12,92% frente a julho de 2025.

Renda necessária para a família

O levantamento estima que uma família de quatro pessoas precisaria de R$ 10.996,66 mensais para cobrir despesas básicas em Anápolis. O cálculo considera alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.

O valor corresponde a 6,78 vezes o salário mínimo de R$ 1.621 vigente em 2026. Em junho, a estimativa era de R$ 11.319,12, equivalente a 6,98 salários mínimos.

A pesquisa também usa dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), do IBGE. Conforme o levantamento, a alimentação representa 23,9% das despesas das famílias na faixa de renda analisada em Goiás.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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