A China foi o principal destino das exportações de Goiás entre janeiro e agosto de 2026, com US$ 4,3 bilhões em mercadorias recebidas. O valor corresponde a 45,44% das vendas externas do Estado no período, segundo dados da Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Serviços (SIC).
Os Estados Unidos ficaram na segunda posição, com 6,26% das exportações. Espanha, Países Baixos e Canadá vieram na sequência, com 4,04%, 3,17% e 2,56%, respectivamente.
Municípios e produtos
Rio Verde foi o município que mais exportou nos oito primeiros meses do ano. Foram US$ 2,5 bilhões, equivalentes a 26,39% das exportações estaduais. Jataí respondeu por 7,80%, seguido por Alto Horizonte, com 5,96%; Mozarlândia, com 5,57%; e Palmeiras de Goiás, com 3,79%.
A pauta exportadora foi liderada pelo complexo soja, que movimentou cerca de US$ 5 bilhões, ou 51,94% das vendas externas. O grupo de carnes apareceu em seguida, com US$ 1,9 bilhão e participação de 20,58%. O segmento cresceu 21,47% em relação ao mesmo período de 2025.
Também tiveram participação nas exportações as ferroligas, com US$ 624 milhões; os minérios de cobre, com US$ 574 milhões; e o complexo milho, que movimentou US$ 199 milhões, equivalentes a 2,07% do total.
Saldo comercial
Entre janeiro e agosto de 2026, Goiás registrou superávit de US$ 5,6 bilhões. As exportações somaram US$ 9,6 bilhões, enquanto as importações ultrapassaram US$ 4 bilhões. Os embarques superaram 14 milhões de toneladas no período.
Em agosto, o Estado exportou US$ 1,1 bilhão e importou US$ 588 milhões. O saldo positivo do mês foi de US$ 551 milhões.
Nas importações acumuladas até agosto, Anápolis concentrou 45,68% das compras goianas no exterior. Catalão participou com 18,88%, e Aparecida de Goiânia, com 13,72%.
A China também liderou entre os fornecedores, respondendo por 27,65% das importações de Goiás. Alemanha e Estados Unidos apareceram depois, com 11,15% e 9,72%, respectivamente.
A concentração chinesa se repetiu em 2025, quando o país foi o principal destino das exportações goianas, com 43,5% do total anual, e respondeu por 25,2% das importações do Estado.








