GOIÁS — As exportações de Goiás alcançaram US$ 1,14 bilhão em agosto, impulsionadas por soja, carne bovina e sulfetos de minério de cobre. As importações chegaram a US$ 587,7 milhões, lideradas pelos produtos imunológicos. Com isso, a corrente de comércio do Estado ficou em aproximadamente US$ 1,7 bilhão no mês.
A soja respondeu por US$ 396,1 milhões das vendas externas e permaneceu como o principal item da pauta exportadora. Juliana Tormin, gerente de Internacionalização do Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (CIN-Fieg), afirmou que o produto mantém essa posição por causa da escala produtiva, da produtividade e da presença consolidada no mercado internacional.
Carne bovina e mineração
As carnes desossadas de bovino congeladas apareceram na segunda colocação entre os produtos exportados, com US$ 143,6 milhões. A atividade envolve, além da pecuária, setores como nutrição animal, frigoríficos, transporte, armazenagem e serviços, conforme a avaliação da gerente do CIN-Fieg.
O setor mineral também teve participação relevante. Os sulfetos de minério de cobre e seus concentrados movimentaram US$ 119,6 milhões em agosto. Para Juliana, a presença do produto entre os principais itens vendidos ao exterior indica que a economia goiana tem uma pauta formada pela combinação de agronegócio, mineração e indústria.
“A soja permanece como principal produto da pauta exportadora”, afirmou Juliana Tormin.
Importações e parceiros comerciais
Os produtos imunológicos lideraram as compras de Goiás no exterior, com US$ 168,3 milhões. Segundo Juliana, o resultado mostra a participação de itens de maior complexidade tecnológica e valor agregado no comércio internacional do Estado. A demanda do mercado de saúde, a aquisição de insumos e o uso em cadeias produtivas estão entre as possibilidades associadas a esse movimento.
A China continuou como principal parceiro comercial de Goiás. A relação combina a oferta goiana de soja, carnes e minerais com a demanda chinesa por esses produtos. Juliana também defendeu a diversificação dos mercados, como forma de reduzir a dependência de um único destino e ampliar as oportunidades para empresas do Estado.
Posição no ranking nacional
Mesmo com o volume de exportações registrado em agosto, Goiás perdeu uma posição no ranking nacional. Juliana disse que a mudança não representa necessariamente redução da capacidade exportadora, já que o desempenho dos demais estados também influencia a classificação.
O Estado manteve participação de 3,8% nas exportações brasileiras e, segundo a gerente, permaneceu em patamar elevado e praticamente estável em relação a 2025.
A internacionalização, na avaliação do CIN-Fieg, pode estimular empresas a buscar novos padrões de qualidade, tecnologias, certificações, processos de gestão e mercados. A estratégia também pode alcançar pequenas e médias indústrias, desde que tenham acesso a informação, preparação, inteligência comercial e apoio adequado.
“A internacionalização não significa apenas vender para fora”, disse Juliana Tormin.








