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Clima ganha espaço na agenda eleitoral, apesar de ficar em 9º nas preocupações
Brasil

Clima ganha espaço na agenda eleitoral, apesar de ficar em 9º nas preocupações

Pesquisa Ipsos mostra apoio a propostas climáticas e à proteção ambiental, mesmo com o tema atrás de segurança, inflação, saúde e educação.

A agenda climática aparece entre as prioridades dos brasileiros quando associada às eleições de 2026. Para 62% dos entrevistados, é muito importante que os candidatos apresentem propostas para enfrentar as mudanças climáticas. O dado faz parte de um levantamento da Ipsos encomendado pelo Observatório do Clima.

A preocupação também se manifesta em outras respostas. Para 90% dos participantes, é muito importante que o governo e as políticas públicas se dediquem à proteção ambiental. Além disso, 79% defendem que o tema seja priorizado mesmo quando houver custos econômicos, e 76% acreditam que ainda é possível evitar os impactos mais graves com medidas adotadas imediatamente.

Percepção sobre os efeitos do clima

A maioria dos entrevistados relaciona as mudanças climáticas a efeitos já conhecidos no cotidiano. Ao todo, 87% concordam que o fenômeno provoca secas, chuvas intensas e ondas de calor, enquanto 85% afirmam que ele afeta o dia a dia dos brasileiros.

Apesar do apoio, a crise ambiental ficou em 9º lugar entre os principais problemas do país, citada por 19%. Segurança pública e criminalidade lideraram, com 49%, seguidas pelo aumento do custo de vida ou inflação, com 41%. Violência contra as mulheres e feminicídios somaram 36%, e qualidade da saúde pública, 34%.

Quando a pergunta foi restrita à área ambiental, as mudanças climáticas foram apontadas por 35% como o principal problema. Na sequência aparecem gestão de resíduos e lixo, com 21%; qualidade do ar e poluição, com 15%; e escassez de água e secas, com 14%.

Responsabilidade e regras ambientais

Para 58%, as mudanças climáticas são causadas principalmente pela atividade humana. Outros 36% veem uma combinação entre ação humana e fenômenos naturais, enquanto 5% atribuem o fenômeno a causas naturais. Sobre as responsabilidades, 67% dizem que empresas e indústrias têm uma parcela maior do que os cidadãos.

A pesquisa “Clima e meio ambiente na percepção dos brasileiros” ouviu 1.800 pessoas de todo o país, com 18 anos ou mais, entre 17 e 20 de agosto. O questionário online teve 32 perguntas sobre clima, meio ambiente e a presença desses assuntos nas agendas pública e governamental. No tema das normas ambientais, 43% rejeitam a flexibilização e defendem que os investimentos sigam a regulamentação vigente.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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