O déficit nas transações correntes do Brasil chegou a US$ 5,055 bilhões em agosto, informou o Banco Central. Em agosto de 2025, o resultado negativo havia sido de US$ 3,776 bilhões.
No acumulado do ano, o déficit ficou em US$ 43,512 bilhões. Considerando os 12 meses encerrados em agosto, a diferença entre os valores recebidos e gastos pelo país em comércio, rendas e transferências unilaterais foi de US$ 63,038 bilhões, equivalente a 2,47% do Produto Interno Bruto (PIB) estimado pelo BC.
Investimentos e remessas
O ingresso líquido do Investimento Direto no País (IDP) somou US$ 7,396 bilhões em agosto. No mesmo mês de 2025, o valor havia sido de US$ 7,659 bilhões. O indicador inclui recursos destinados à participação no capital e empréstimos diretos entre matrizes de empresas multinacionais e suas filiais no país e no exterior. Também entra nessa estatística o retorno de investimentos brasileiros fora do país.
Nos 12 meses até agosto, o IDP acumulou US$ 86,564 bilhões, o equivalente a 3,39% do PIB.
Os investimentos estrangeiros em carteira tiveram saída de US$ 5,320 bilhões em agosto. Um ano antes, havia sido registrado ingresso de US$ 2,687 bilhões. Na renda fixa, houve entrada de US$ 1,186 bilhão: US$ 1,297 bilhão nas negociações realizadas no país e saída de US$ 111 milhões no mercado externo.
Os investimentos estrangeiros em ações por meio de bolsas de valores registraram saída de US$ 5,559 bilhões, considerando operações na bolsa brasileira e na Bolsa de Nova York. A remessa líquida de lucros e dividendos para o exterior foi de US$ 5,398 bilhões, acima dos US$ 4,219 bilhões de agosto de 2025.
Viagens e revisão estatística
Brasileiros gastaram US$ 1,907 bilhão em viagens internacionais em agosto, enquanto estrangeiros deixaram US$ 932 milhões no país. Com isso, a conta de viagens teve déficit de US$ 975 milhões, ante US$ 997 milhões um ano antes. Os gastos dos brasileiros haviam sido de US$ 1,791 bilhão, e os dos estrangeiros, de US$ 794 milhões.
O BC também informou uma revisão estatística. O déficit em transações correntes de 2025 aumentou US$ 700 milhões, passando de US$ 66,7 bilhões, ou 2,93% do PIB, para US$ 67,4 bilhões, equivalentes a 2,96% do PIB.
A instituição atribuiu a revisão ao aumento de US$ 1,6 bilhão no déficit em serviços, de US$ 50,6 bilhões para US$ 52,2 bilhões em 2026. Já o saldo negativo da renda primária foi revisado de US$ 81,3 bilhões para US$ 80,4 bilhões.







