Poços de Caldas, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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Flávio Bolsonaro empregou ex-vice-presidente da Caixa demitido por assédio sexual
Brasil

Flávio Bolsonaro exonera assessor que foi vice-presidente da Caixa

Celso Leonardo Barbosa havia sido contratado em junho de 2025, com salário mensal de R$ 20,7 mil, e deixou o cargo após questionamentos.

O senador Flávio Bolsonaro exonerou Celso Leonardo Barbosa, ex-vice-presidente da Caixa Econômica Federal, do cargo de assessor parlamentar. Barbosa havia sido contratado em junho de 2025, com salário mensal de R$ 20,7 mil, e só deixou a função depois que o gabinete foi questionado sobre sua permanência na equipe.

Barbosa foi demitido da Caixa após denúncias relacionadas a assédio sexual. Ele era considerado homem de confiança de Pedro Guimarães, então presidente do banco, indicado ao cargo por Jair Bolsonaro. Guimarães também deixou a instituição após denúncias de assédio sexual.

Uma empregada da Caixa afirmou ter sido assediada sexualmente por Barbosa durante uma viagem a Goiás, no contexto do programa Caixa Mais Brasil. Em 2022, uma funcionária também acusou o ex-vice-presidente de acobertar assédios cometidos por Pedro Guimarães.

Barbosa formalizou com a Justiça um acordo de não persecução penal no processo relacionado ao caso de assédio, assumiu culpa e prestou serviços comunitários. Ele também responde a um processo por falsidade ideológica. A denúncia afirma que informações inverídicas teriam sido inseridas em documentos necessários para sua indicação ao cargo de vice-presidente da Caixa.

Atuação fora do Senado

De acordo com o próprio currículo, Barbosa acumulava o trabalho no gabinete de Flávio Bolsonaro com atividades como professor da Fundação Dom Cabral. A instituição informou que ele estava cadastrado como professor convidado eventual, sem vínculo empregatício.

Também havia registros de aulas e palestras realizadas em horário de expediente, inclusive fora de Brasília. Nas redes sociais, Barbosa não informava sua passagem pela Caixa nem o cargo de assessor parlamentar.

Flávio Bolsonaro afirmou que o ex-assessor omitiu pendências judiciais relevantes da chefia imediata e violou normas do Senado Federal ao exercer atividades particulares durante o expediente. “Diante da gravidade dos fatos, o desligamento foi realizado de forma imediata”, declarou o senador.

A presidenta do Sindicato, Neiva Ribeiro, afirmou que a entidade havia cobrado providências da direção da Caixa diante das denúncias de assédio moral e sexual contra Pedro Guimarães e integrantes de sua equipe. “Realizamos diversos protestos e também movemos ação judicial”, disse.

Neiva também criticou a contratação de Barbosa para o gabinete parlamentar e afirmou que trabalhadores devem considerar a conduta de parlamentares que empregam pessoas acusadas de assédio.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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