SÃO PAULO — O Fórum Nacional da Hotelaria começou com discussões sobre inteligência artificial, experiência do cliente e perspectivas para a economia. Promovido pelo Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB), o encontro acontece no Pullman São Paulo Vila Olímpia e reúne profissionais do setor ao longo do dia.
A abertura teve a participação de Orlando Souza, presidente Executivo do FOHB, e Beto Caputo, membro do conselho administrativo da entidade e CEO da Atrio. Com o tema “O futuro é humano”, o evento destacou a importância das conexões entre pessoas na hotelaria e a necessidade de acompanhar as transformações tecnológicas.
Caputo também apresentou dados das redes associadas ao fórum. Ao longo de 2026, os empreendimentos alcançaram R$ 10,3 bilhões em volume de negócios, enquanto 22,4 milhões de diárias foram comercializadas no ano.
Até 2028, a previsão é de abertura de 135 hotéis, com 18.770 UHs e cerca de 500 empregos diretos. O executivo afirmou: “Hoje, contamos com 29 redes associadas, respondendo por 100 mil UHs das 600 mil disponíveis no Brasil atualmente”.
Inteligência artificial e decisões humanas
A programação começou com o painel “Quando a inteligência artificial se encontra com a inteligência humana”, apresentado por Gil Giardelli, professor, especialista em inovação e cofundador da 5 ERA.
Giardelli ressaltou a velocidade das mudanças tecnológicas e defendeu o desenvolvimento de novas formas de pensar e trabalhar. Para ele, atividades repetitivas tendem a ser substituídas pela IA, enquanto as decisões estratégicas continuarão ligadas à atuação humana. “Com isso, os empregos serão totalmente diferentes, mas as decisões estratégicas ainda vão ser tomadas pelos seres humanos”, disse.
O debate também abordou o uso de agentes de IA na hotelaria. Conforme o palestrante, essas ferramentas podem tomar decisões estratégicas com 100% de autonomia e aparecem como uma das apostas do setor para otimizar a operação.
A discussão relacionou a adoção de novas tecnologias à preparação dos profissionais para lidar com análise, tomada de decisão e resolução de problemas. Segundo Giardelli, a maioria dos empregos continuará existindo, mas passará por mudanças significativas.
O fórum também busca fortalecer a conexão entre os profissionais da hotelaria e manter viva a “paixão de ser hoteleiro”.








